Família

Mãe solteira adota seis irmãs e emociona contando sua história na internet

"Eu quero que as pessoas saibam que filhos adotivos só precisam de uma família e um lar amoroso"

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

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Quando Lacey Dunkin, de 32 anos, pensou em se tornar mãe, ela só via meninos em seu futuro. Com 20 e poucos anos e vivendo com os pais, ela não via a hora de ter um filho, mas não enxergava o casamento como um pré-requisito. Por sugestão da mãe, ela considerou adotar um filho e encontrou uma agência com foco especial em assistência social e adoção. Lacey candidatou-se a ser mãe adotivo e foi certificada em junho de 2011, depois de completar várias horas de treinamento e passar por testes.

No final de setembro, ela começou a se preocupar que, por ser uma mulher solteira, nunca fosse liberada para adotar uma criança. Foi quando uma assistente social ligou para Lacey no meio da noite: “Ela me disse que tinha uma emergência: quatro irmãs, uma de 5 anos, gêmeas de 2 anos e uma bebê” contou.

“Eu mal estava acordada, mas disse sim.” Dentro de algumas horas, Lacey tinha quatro meninas confusas em sua sala de estar. “Elas eram pequenas e estavam muito assustadas por serem levadas no meio da noite para a casa de uma estranha”, contou ela, que conseguiu acalmar as meninas e a bebê até dormirem.

Na manhã seguinte, Lacey ligou para o trabalho e preparou-se para levar Sophia, a mais velha, para sua aula na escola. “Estava fazendo o café da manhã, quando ela me perguntou se eu já era mãe e se ela poderia ser minha filha. Isso quebrou meu coração. Ela também me perguntou do que poderia me chamar e eu respondi: ‘Meu nome é Lacey e você pode me chamar do que quiser’”. Quando Lacey foi buscar Sophia na escola, a menina já estava a apresentando como mãe.

Mais tarde naquele dia, Lacey descobriu que as meninas (Sophia; as gêmeas, Natalie e Melanie; e Kaylee, de 1 ano) tinham uma irmã — Lea, nascida na noite anterior, que tinha ido temporariamente para a casa de um outro casal com experiência com recém-nascidos. Nove meses mais tarde, as meninas mais velhas se reenccontraram com sua mãe biológica. “Eu tentei manter a fé de que elas iriam ficar onde deveriam e, no meu coração, isso era ao meu lado”, contou Lacey.

Após cerca de um mês, a mãe biológica das meninas percebeu que seria muito difícil cuidar delas. “Ela me ligou e perguntou se eu podia ficar com todas elas. Eu imediatamente respondi que sim”, contou Lacey, que adotou formalmente as meninas em julho de 2013. “As meninas me perguntaram se eu tinha certeza que ficaria com elas. E eu respondi que elas estariam perto de mim e em minha casa para sempre”. A mãe recebe apoio dos pais e ajuda financeira para as necessidades das filhas.

Depois de um tempo, houve outra surpresa: a mãe biológica das crianças estava esperando mais uma menina, Cecily, nascida em setembro daquele ano. A bebê eventualmente também foi morar com Lacey e foi adotada desde então. “Eu quero que as pessoas saibam que filhos adotivos não estão quebrados. Eles são resilientes e só precisam de uma família com um lar amoroso”, completa Lacey.

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