Mãe tem doença rara após nascimento da filha: “Minha pele começou a cair”

Nicole Preece, 34, da Península Mornington, descobriu que tinha uma doença autoinflamatória extremamente rara e, que pode ter sido desencadeada pelo nascimento traumático da bebê

Resumo da Notícia

  • Minutos após a chegada da filha, uma mãe ficou com uma doença de pele misteriosa
  • Nicole Preece, 34, da Península Mornington, Victoria contou como foi esse momento difícil
  • A mãe descobriu que tinha uma doença autoinflamatória extremamente rara que pode ter sido desencadeada pelo nascimento traumático da bebê

Minutos após a chegada da filha, uma mãe ficou com uma doença de pele misteriosa. Nicole Preece, 34, da Península Mornington, Victoria, compartilhou a história com as próprias palavras para o Thats Life. A mãe descobriu que tinha uma doença autoinflamatória extremamente rara que pode ter sido desencadeada pelo nascimento traumático da bebê.

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(Foto: Reprodução / Thats Life)

Após uma reação negativa ao anestésico e uma cesariana de três horas, o parto foi extremamente traumático. Segurando a bebê recém-nascida, Scarlett, Nicole que achou que poderia morrer, pode finalmente suspirar de alívio. “Estou tão feliz que vocês duas estão bem”, disse o marido aliviado Russell.

Ao olhar para a linda bebê, ela sabia que tinha valido a pena. Mas logo após sair do hospital ela percebeu que as mãos e pés coçavam. “Eu vi que algumas bolhas secas surgiram na minha pele. Não considerando nada com que me preocupar, continuei saboreando meu primeiro abraço com Scarlett”, disse a mãe.

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De volta para casa, com a mais nova membra da família, Nicole que é mãe de cinco filhos, Jacob e Kane, 10, Rosie, cinco, Nick, quatro e Michael, três, sentiu a pele seca e irritada. “Minhas mãos e pés freqüentemente sentiam uma sensação estranha de formigamento”, contou.

(Foto: Reprodução / Thats Life)

Então, quando Scarlett tinha seis meses, ela começou a ter uma convulsão. Os pais levaram a bebê às pressas para o hospital. Desesperadamente preocupada, a mãe ficou com a garota dia e noite enquanto os médicos faziam exames.   Eles finalmente descobriram que ela havia nascido com uma microdeleção, o que significava que algum DNA estava faltando em seus cromossomos.  A medicação ajudou a reduzir as convulsões, mas ela ainda as tinha de vez em quando. “Era assustador”, disse Nicole.

Estressada com a doença de Scarlett, as mãos e pés continuaram a descamar, feridas e rachaduras apareceram na pele da mãe após o qualquer toque. Ela conta que tentou usar luvas para evitar o contato, mas o sangue frequentemente vazava pelo tecido. “Pus escorria das bolhas, e a sensação de formigamento era como se insetos estivessem rastejando sob minha pele”, desabafou a mãe.

Após não aguentar mais as dores, ela finalmente fui a um clínico geral, que disse que era dermatite e prescreveu creme esteróide. Mas não ajudou, e depois de mais algumas semanas de agonia, ela resolveu consultar um dermatologista.  “Alguns segundos depois de olhar para minha pele, ele declarou: ‘Você tem pustulose palmoplantar (PPP), uma forma de psoríase (doença na qual as células da pele se acumulam e formam escamas e manchas secas que causam coceira)”, contou.

O médico analisou que era uma doença autoinflamatória extremamente rara que pode ter sido desencadeada pelo nascimento traumático da bebê ou pelo estresse das convulsões.  “Não há cura real, mas às vezes a fototerapia pode ajudar os sintomas”, explicou o médico.

(Foto: Reprodução / Thats Life)

Nicole  foi a um especialista que colocou a pele sob uma máquina de luz ultravioleta, o que só piorou a situação. A infecção se espalhou para as unhas dos pés e das mãos. “Era como se ter um bebê tivesse feito minha pele cair!”, disse.

“Foi uma tortura. Eu tinha sido uma mãe feliz e divertida e agora não podia brincar com as crianças, nem mesmo segurar Scarlett sem sentir dor.  Apesar da agonia, eu ainda faria isso, não querendo perder aquele novo tempo precioso do bebê.  Eu tentei todos os cremes sob o sol, esperando desesperadamente por uma cura milagrosa, mas nada adiantava. Quase não saí de casa e nas poucas vezes em que saí, as pessoas me olhavam de cara feia quando viam minhas mãos”, contou a mãe.

(Foto: Reprodução / Thats Life)

Após tentar diversas soluções que procurou na internet e com médicos, Nicole precisou tomar um remédio com efeitos colaterais muito forte.”Desta vez, foi prescrito um medicamento que geralmente é dado a pacientes com câncer. Os efeitos colaterais foram horríveis e meu cabelo caiu em tufos e me senti muito mal. Mas, incrivelmente, depois de um ano de dor, minha pele estava finalmente começando a clarear.  Junto com as pílulas, experimentei um creme natural chamado MooGoo, que acalmou e aliviou a dor. Gradualmente, minha pele melhorou e, depois de seis meses de remédios, finalmente voltei ao que era”, conta aliviada.

Após passar por esse momento traumático a mãe conta que foi incrível poder brincar com as crianças ou simplesmente segurar as mãos delas novamente. Ninguém deveria ter que passar pelo que eu passei, mas quero lembrar às pessoas que podem estar sofrendo que não estão sozinhas. Estou tão feliz que o tormento acabou e posso finalmente me concentrar em aproveitar a vida em família”, finalizou.

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