Mãe usa experiência com os filhos para ajudar outras mulheres e cria negócio próprio

Tudo que ela havia planejado se transformou após a maternidade

Hoje, ela se sente realizada profissional e pessoalmente (Foto: reprodução/Arquivo Pessoal)

Beatriz Rangel se redescobriu com a chegada dos filhos e decidiu ajudar outras mães. Ela hoje, usa a sua própria experiência com a maternidade para dar consultoria para outras mulheres que enfrentam dificuldades nessa fase:

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Há quase 7 anos, eu não fazia ideia que estaria onde estou hoje. Meu sonho sempre foi casar e ter filhos, mas nunca desejei viver em casa cuidando do lar. Me imaginava como uma grande empresária, saindo para trabalhar de manhã, deixando os filhos na escola e voltado para pegá-los no final do dia.

Tudo programado, como um filme. Mas, obviamente, nossa vida não segue um roteiro. Quando eu ainda estava grávida do Henrico, lia todos os livros sobre como educar crianças. Contratei uma babá para me ajudar a ficar com ele para que eu pudesse trabalhar, ir para a academia, ter tempo com as amigas.

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Só esqueci de um detalhe: nada disso era importante diante da vontade de estar com ele. Então, quando completou dois meses, não tinha mais babá, pois eu nunca havia deixado ela sequer pegar ele no colo. Eu queria estar realmente ali, apenas nós dois.

Mas, mesmo com essa transformação, eu continuava com uma empresa para tocar. Por isso, montamos um espaço para bebês dentro do escritório e, aos 2 meses, ele já estava indo comigo e sem babá – quem ia junto pra me ajudar era a minha avó.  Foi assim até os 9 meses, quando entrou para creche.

Com a ida dele para a escola, meu coração doía diariamente em passar tanto tempo longe. Lembro de um dia em que comecei a chorar porque fazia quase 5 dias que eu não limpava a fralda dele, já que estava a maior parte do tempo na escola e só fazia suas necessidade por lá. Me senti uma péssima mãe por não limpar o meu próprio filho.

Então, eu comecei a repensar minha rotina e decidi parar o trabalho no escritório para poder me dedicar mais a ele. Quando completou seus 3 anos, finalmente consegui. Parei de trabalhar e ele passou a ir para escola somente meio período.

Foi uma felicidade passar as manhãs com ele. Porém, com o tempo, senti falta de mim mesma, do meu lado profissional. E pensei: não é possível que eu não consiga cuidar do meu filho e trabalhar. Foi aí que decidi mudar completamente a minha vida.

Resolvi que essa mudança passaria a ser usando a minha experiência pessoal para ajudar outras mulheres. Quando meu filho chegou, ele mudou completamente a minha forma de ver o mundo e, certamente, outras mães sentiam o mesmo que eu.

Sempre ouvimos falar que, quando nasce um bebê, nasce uma mãe, e é verdade. Mas ela também é uma recém-nascida e não entende nada desse novo universo. Mas e se todas as mães já pudessem se preparar para esse momento? Não seria tão melhor?

Foi então que veio minha nova profissão: me tornei doula, educadora perinatal, consultora de aleitamento materno e passei a ajudar outras mães.

Ao mesmo tempo, já pensava na minha próxima gravidez. Mas, naquele momento, não aconteceu. Continuei minha vida plena com meu filho, trabalhando com outras famílias, e tentando engravidar. Mas, como diz o ditado, tudo acontece no tempo certo.

Lá se foram 2 anos, 2 perdas de bebê espontâneas e 2 fertilizações, até que a Fiorella finalmente estava a caminho. Com a notícia, optei por empregar o que ensinava a outras mães: de se darem o tempo necessário.

Resolvi, então, dar uma pausa na minha rotina profissional e me dedicar totalmente a curtir mais ainda a minha família. Assim, pude ficar integralmente com Fiorella até 1 ano e 2 meses. Foi quando chegou o momento dela ir para a escola por meio período, para que eu pudesse retornar a minha vida profissional e assim aconteceu.

Hoje, sei que a maternidade chegou para mim para dois propósitos: para ser a mãe que sempre sonhei e para ajudar outras mães a terem o apoio que eu não tive antes e durante a gravidez, que ia além da ajuda de terceiros no dia a dia.

Dou suporte desde a gestação até os 4 anos dos seus filhos, sempre pensando no bem-estar de ambos. Consegui, com a maternidade, o que sempre almejei: ter uma família e uma carreira de sucesso, sem que um impactasse negativamente no outro.

Os meus pequenos estudam meio período, eu organizo a minha agenda de acordo com a vida deles, participo de tudo, mas tenho um trabalho que me enche de felicidade e me dá um prazer imenso.”

Se você tem uma história parecida e se reinventou com a chegada dos filhos, empreendendo, conte sua história para nós via direct do Instagram (@paisefilhosoficial) e participe do projeto Nascer de Novo, em parceria com a Brascol.

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