Mães contam porque não confiam nos pais para dar banho nas filhas

Atualmente as mulheres demonstram cada vez mais o receio de abusos dentro de casa, o que acaba afetando a relação com a família. Entenda a razão dessa super proteção, principalmente com as meninas pequenas

Resumo da Notícia

  • Mulheres relatam medo de possível abuso dentro de casa
  • As estatísticas mostram que muitas crianças sofrem violação por parte de algum parente
  • Como lidar com esse receio sem mudar a relação dos pequenos com os pais

A pureza e falta de conhecimento sobre a vida, muitas vezes acaba tornando as crianças os principais alvos de abusos psicológicos e sexuais. Apesar de tantos alertas e tentar preservar a sanidade dos pequenos, tornando o ambiente familiar o mais seguro possível, muitas mães ainda encaram a dificuldade de confiar nos homens. Até mesmo o próprio pai, se torna um grande suspeito.

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Mulheres relatam medo de deixar os pais darem banho nas filhas (Foto: Getty Images)

Em 2018 foram registrados, pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 66.0441 casos de violência sexual na qual 53,8% das vítimas tinham menos de 13 anos de idade. Segundo o Ministério da Saúde, 68% dos casos aconteceram dentro de casa, sendo 12% feito pelo padastro e outros 12% pelo próprio pai. Os outros 26% dos ocorridos, o responsável era uma pessoa conhecida ou que frequentava os mesmos ambientes que a vítima.

Sendo assim, é possível entender a razão do receio da maioria das mulheres, principalmente com as meninas. “Não deixo o pai da minha filha dar banho nela. Não considero adequado meninas se acostumarem com homens encostando em seus corpos enquanto ainda não têm maturidade para saber se aquele toque não tem malícia“, explica Fernanda Torres, mãe de uma bebê de 1 ano e 3 meses.

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De acordo com a matéria publicada pela Universa, especialistas afirmam que a “superproteção” das crianças, principalmente com as meninas, pode gerar um grande abalo na relação de pai e filha. Uma vez que não existe nenhum histórico de violência ou qualquer outro tipo de suspeita, como a pedofilia, não é saudável que as mães impeçam o relacionamento próximo com o pai.

“Essa mulher pode não ter sofrido um abuso, mas pode ter acontecido com alguém da família, uma pessoa próxima, e isso acaba refletindo na relação com esse homem e sua filha”, explica Blenda, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e psicoterapeuta de adultos, adolescentes. É necessário entender de onde vem tal medo, para assim não influenciar negativamente a relação familiar.

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