Mães dão à luz em maternidade improvisada no subsolo de hospital na Ucrânia: “Vivendo um verdadeiro inferno”

A equipe médica se mobilizou para atender as grávidas e mantê-las protegidas no andar subterrâneo do hospital na Ucrânia. Invés de se sentirem tranquilas e seguras para realizar o trabalho de parto, o desconforto e o medo cercam essas mulheres

Resumo da Notícia

  • Hospital de Kiev, na Ucrânia, improvisou uma maternidade no subsolo
  • Mulheres estão dando à luz em meio ao desconforto, insegurança e medo da guerra
  • As mães estão passando por situações traumatizantes

O momento do parto, por tanto tempo planejado, deveria ser seguro e tranquilo- mas não existe paz em meio a guerra. Em Kiev, capital da Ucrânia, muitas mulheres estão tendo seu bebês em uma maternidade improvisada, feita no subsolo de um Hospital.

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A guerra entre Rússia e Ucrânia roubou o sentimento de alegria que deveria surgir com a chegada de um bebê e se transformou no pavor em colocar os filhos no mundo nesse momento tão caótico e conturbado.

Esse é o caso de Alena Shinkar, que está no local aguardando o nascimento de seu filho.  “Eu não deveria estar estressada agora, então, estou tentando me acalmar lendo esse livro”, diz a grávida em entrevista ao portal Reuters. “É terrível o que está acontecendo. Estamos vivendo um verdadeiro inferno. Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer no século 21”, afirma.

Em meio a guerra, mães estão passando por situações traumatizantes no subsolo de hospital na Ucrânia
Em meio a guerra, mães estão passando por situações traumatizantes no subsolo de hospital na Ucrânia (Foto: Reprodução/ Reuters)

Alena está no local desde, 24 de fevereiro, logo no início dos ataques russos contra Kiev. Ela disse que já presenciou cenas traumatizantes, como mães que acabaram de passar por cesarianas tendo que correr para os túneis subterrâneos, na tentativa de se proteger das bombas.

Equipe médica

A equipe médica do hospital tem feito de tudo para auxiliar as mães ucranianas
A equipe médica do hospital tem feito de tudo para auxiliar as mães ucranianas (Foto: Reprodução/ Reuters)

Dmytro Govseyev, o diretor da maternidade, contou que parte de sua equipe não deixou o abrigo subterrâneo desde o início da guerra e que eles se revezam em turnos de trabalho para descansarem um pouco. “Cerca de 70% dos funcionários ficam aqui permanentemente, nos revezamos no trabalho. A única diferença é que um trabalho de parto, que, geralmente, leva cerca de 10, 15 horas, começa e, aí, pode haver um alarme e a mulher precisa interromper para correr para um abrigo”, falou.