Maksoud deixa malas de hóspedes na recepção após encerramento das atividades

Um casal do Paraná voltou do passeio na noite da última segunda-feira, 8 de dezembro, e encontrou as próprias bagagens na recepção do estabelecimento. O Maksoud está fechando as portas após mais de 40 anos em atividade

Resumo da Notícia

  • O Maksoud deixou malas de hóspedes na recepção após encerramento das atividades
  • Um casal do Paraná estava hospedado no hotel e, ao chegar de um passeio, encontrou as bagagens na recepção
  • O caso aconteceu na noite de última segunda-feira, 6 de dezembro

Na noite da última segunda-feira, 6 de dezembro, Marina e Eduardo Gomes encontraram as malas na recepção do hotel Maksoud ao retornarem de um passeio. O casal é do Paraná, e se consagrou como a última dupla de hóspedes da história do local – que está fechando as portas após 42 anos de funcionamento.

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Para a Folha de São Paulo, Marina contou que reservou junto do namorado, por meio de um site de reservas, uma estadia que duraria até terça-feira. Contudo, a recepção do local afirmou que encerraria suas atividades na segunda-feira à noite e que, por causa disso, estava retirando o casal.

“Era uma situação um pouco constrangedora para os funcionários também”, contou Marina. “Eles não sabiam o que fazer. Não vimos nenhum sinal de que o hotel estaria fechando. O serviço e a limpeza estavam impecáveis”.

Também para a Folha de São Paulo, o presidente executivo do Maksoud, Henry Maksoud Neto, contou que a administração está há tempos se programando para fechar as portas na data. “Desde a semana passada, passamos a não aceitar mais reservas, nos programando para não interromper o período de estadia dos hóspedes”. Por causa disso, justamente, todos os hóspedes finalizaram a estadia até a fatídica segunda-feira, exceto Marina e Eduardo.

Marina e o namorado tiveram de deixar o hotel
Marina e o namorado tiveram de deixar o hotel (Foto: Reprodução/ Folha de São Paulo/ Eduardo Gomes)

A administração do hotel ainda afirma que tentou entrar em contato com o casal para avisá-los sobre o encerramento das atividades, e até mesmo enviaram cartas formais para o quarto da dupla. Marina e Eduardo falaram que não receberam carta alguma, e que não conseguiu receber ligações devido aos passeios que estavam fazendo durante o dia pela cidade durante a estadia.

“Não conseguiram nos avisar. Voltamos do passeio às 19h e fomos barrados na porta pelo segurança. Nossas malas estavam na recepção e informaram que o hotel estava fechado. Não podíamos subir para o quarto”, contou Eduardo. “Estava deserto. Todos os hóspedes já tinham ido embora e muitos funcionários também. Era uma sensação de ‘o último a sair apaga a luz’. Disseram que só estavam nos esperando para ir embora”.

O casal conta, porém, que foi auxiliado por uma funcionária do próprio Maksoud a encontrar uma hospedagem em outros locais – mas que só receberiam o reembolso pelo dia que perderam na reserva através do site utilizado para tal, e que custos a mais de hospedagem deveria sair do próprio bolso dos dois.

“É uma pena ele fechar. Era um prédio antigo mas, com uma boa reforma, poderiam trazer de volta o ouro que era. Torcemos para que continue sendo um hotel, porque tem história demais para ser qualquer outra coisa”, conta, enfim, Marina. “Depois que o nervosismo passou, achamos bacana termos, de certa forma, feito parte da história do hotel como os últimos hóspedes”.