Maria Fernanda Cândido manda a real sobre a adolescência dos filhos: “É horrível”

A atriz falou com sinceridade sobre os problemas que está enfrentando na fase em que os filhos está durante uma entrevista à TV Cultura

Resumo da Notícia

  • Maria Fernanda Cândido manda a real sobre a adolescência dos filhos
  • Ela deu um relado sincero sobre o assunto em entrevista à TV Cultura
  • A atriz é mãe de Tomás, de 15 anos, e Nicolas, de 13 anos

Sincerona! A atriz Maria Fernanda Cândido falou um pouco sobre a rotina como mãe de dois filhos durante uma entrevista dada ao programa ‘Provoca’, da TV Cultura. Maria Fernanda é mãe de Tomás, de 15 anos, e Nicolas, de 13 anos, e abriu o jogo sobre as dificuldades que está enfrentando nessa fase da vida dos filhos.

-Publicidade-
Maria Fernanda Cândido manda a real sobre a adolescência dos filhos
Maria Fernanda Cândido manda a real sobre a adolescência dos filhos (Foto: reprodução Instagram)

Ela mandou a real e contou que não está muito contente com a pré-adolescência e adolescência dos filhos. “É uma coisa horrível. Esse período da adolescência, a gente deveria dividir e compartilhar mais com as pessoas para avisar, deixar as pessoas avisadas. É uma opinião muito sincera a minha”, disse ela.

“É um período muito difícil, é forte. Antigamente, eu dizia assim: ‘Tá na mesa, pessoal’. E eu servia a mesa. Aí todo mundo vinha correndo. ‘Mamãe, mamãe, que delícia, o que tem para comer hoje?’. Agora, nem resposta. Só o silêncio”, completou. Veja a entrevista completa abaixo:

Coisas que você pode fazer para tornar a adolescência do seu filho mais fácil

Basta falar em adolescência para causar calafrios na maioria dos pais. A fase costuma vir acompanhada de vários estereótipos. “Adolescentes são complicados”. “Eles são difíceis de lidar”, entre tantos outros. Para Kenneth Ginsburg, M.D., pediatra e codiretor do Centro de Comunicação de Pais e Adolescentes do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil da Filadélfia, nos EUA, esse estereótipo é, na verdade, um desserviço a todos. “Se as crianças continuarem a ouvir que vão se transformar em monstros quando chegarem à adolescência, vão pensar que precisam se comportar mal para serem normais”, pontua. “Precisamos mudar nossa visão e pensar sobre a adolescência de uma forma mais positiva e útil”, aconselha ele.

Mas nem tudo está perdido! Felizmente, o relacionamento que você tem com seu filho hoje, enquanto ele é pequeno, prepara o terreno para o comportamento dele no futuro. Stephanie Carlson, Ph.D., professora do Instituto de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Minnesota em Minneapolis, aconselha pensar na maternidade mais ou menos da mesma forma que pensaria em uma carteira de investimentos.  “Quando você passa tempo com seu filho de 2 anos, está construindo e cultivando os ativos de desenvolvimento que darão o melhor retorno de dez anos aos 12 anos – ou até mesmo em longo prazo, aos 22 anos”, aponta.

Para que você consiga aproveitar melhor a fase atual do seu filho e construir uma boa estrutura para uma adolescência tranquila, veja essas dicas:

1. Crie uma hierarquia de regras

Crianças pequenas geralmente presumem que quando a mãe ou o pai pede para fazer algo, eles devem fazer (mesmo que não queiram). Os adolescentes, no entanto, estão construindo a própria independência, logo, o trabalho deles é questionar e frequentemente rejeitar os pedidos e ideias dos pais. Não há nada de errado nisso, mas existem algumas coisas que são obrigatórias (ou deveriam ser) e ajudam seu filho a ficar na linha e não ultrapassar a barreira do desrespeito. A primeira delas é estabelecer que algumas regras e atividades simplesmente não estão em debate.

Quando seus filhos forem pequenos, explique que questões de saúde e segurança não são negociáveis. Seu filho tem que andar na cadeirinha quando estiver no carro, lavar as mãos e tomar vacinas. Mas outros tópicos devem ser abertos à discussão. Se seu filho quiser usar shorts em vez de calças para ir a festa de aniversário de um familiar, por exemplo, você deve conversar sobre isso. Em vez de exigir que ele coloque as calças, explique sua posição – “a calça é mais social e adequada para o evento” ou “vai fazer frio hoje”, por exemplo. E deixe que ele explique o lado dele – “eu acho o shorts mais bonito”. Isso mostra às crianças que as opiniões dela importam.

Quando se tornam adolescentes, esse sistema se torna ainda mais importante. Isso faz com que eles saibam que, em outros assuntos, você está aberta para ouvi-los. Seu filho quer ter cabelo rosa e você não gostou da ideia? Você poderá expor sua preocupação de maneira confortável. Eles aprenderam que nas conversas com você a voz deles conta e isso é algo que todo adolescente deseja.

2. Saiba que sua opinião importa

Os relatos de outros pais e pressões constantes são tão comuns que é fácil presumir que aconteça o mesmo com seu filho. Mas o Dr. Ginsburg assegura que não é bem assim que as coisas funcionam.  “O que os adolescentes querem mais do que tudo é pelo menos um adulto que acredite neles incondicionalmente, mas os mantenha em padrões elevados”, diz ele. “Eles nos ouvem e se preocupam com o que pensamos e dizemos”, assegura.

Você pode começar a ser o tipo de adulto de que seu futuro adolescente precisa agora. O amor incondicional que você sente pelo seu filho nunca precisa mudar. Quando eles fizerem algo errado à medida que envelhecem, diga a eles que você está aqui para ajudá-los a fazer melhor. A mensagem é: as crianças internalizam o que você diz a eles. Nunca subestime o grande papel que você desempenha na mente deles e como você pode usar isso para o bem.

Crianças pequenas costumam ficar maravilhadas quando começam a fazer amigos e a descobrir mundos além dos pais, mas isso não significa que você foi substituído. Portanto, faça questão de que ele entenda sua opinião. Se um dos colegas de classe do seu filho disser: “Não brincamos com meninas”, diga ao seu filho que você acha que é muito melhor que todos brinquem juntos. Quando as crianças chegam à adolescência, começam a avaliar quais opiniões significam mais para eles, classificando-as em prioridade da mesma forma que os adultos. Se você mostrou ao seu filho que acredita nele e espera que ele enfrente desafios, pode apostar que sua voz estará no topo dessa lista de fontes confiáveis.

Para ver mais dicas sobre o tema, basta acessar nossa matéria completa sobre comportamentos na adolescência.