Homem com síndrome de Down morre de Covid-19 após celebrar 25 anos de casamento

Tommy e Maryanne Pilling ficaram famosos na década de 90 ao se caserem apesar das críticas da época

Resumo da Notícia

  • Tommy e Maryanne Pilling são um famoso casal portador de síndrome de Down
  • Os dois permaneceram juntos por 25 anos, até Tommy morrer no primeiro dia de 2021
  • O britânico de 62 anos testou positivo para o Covid-19 em dezembro

Tommy e Maryanne Pilling são um famoso casal portador de síndrome de Down que desafiaram os médicos há quase três décadas, quando disseram que iriam se casar. Apesar das críticas sobre o funcionamento da relação, os dois permaneceram juntos por 25 anos, até Tommy morrer no primeiro dia de 2021.

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O casal ficou junto por 25 anos (Foto: Reprodução / Today)

O britânico de 62 anos testou positivo para o Covid-19 em dezembro. Na época, a família já enfrentava outros problemas de saúde, como o recente diagnóstico de demência. Tommy foi internado no dia 10 e acabou perdendo a batalha contra o vírus no dia 1 de janeiro.

O casal ficou junto por 25 anos (Foto: Reprodução / Today)

“Nosso lindo Tommy faleceu pacificamente … depois de uma batalha contra uma terrível pneumonia”, escreveu a cunhada, Lindi Newman, na página do casal no Facebook. “Obrigado por me mostrar o que era o amor incondicional, vou me lembrar de seus belos modos para sempre, seu coração puro, seu amor pela música, Elvis, sua dança. Sua atitude positiva e como você apreciava as pequenas coisas. Obrigado por fazer Maryanne tão feliz.”

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Segundo a família, Maryanne tem consciência da morte do parceiro e voltou a morar com a família desde que Tommy foi internado. O casal vivia em seu próprio apartamento, ao lado da casa da mãe de Mary. “Tudo é possível com amor e não deve haver limitações para ninguém, não importa quais sejam as circunstâncias”, disse ela em 2017, em entrevista ao HOJE.

Casamento gerou polêmica

O casal ficou junto por 25 anos (Foto: Reprodução / Today)

Tommy e Mary se conheceram em 1990 e logo pensaram em casar. Na época, uma união entre dois portadores de deficiências físicas era rara e ainda considerada um “tabu”. Mesmo assim, com um anel de plástico tirado de uma máquina de venda automática, o homem pediu a mão da namorada. “Qualquer pessoa deve ter o direito de se casar com o amor de sua vida, sem preconceito ou discriminação”, declaram no dia da cerimonia.