Menina de 11 anos engravida após estupro pelo padrasto: ela ficou em cárcere privado por 2 anos

A criança era mantida afastada da escola e não saía de casa por pelo menos dois anos, o que gerou estranhamento por parte dos vizinhos

Resumo da Notícia

  • Uma menina de 11 anos engravidou em decorrência do crime de estupro cometido pelo padrasto
  • A criança teve complicações no parto, o que fez com que fosse levada a um hospital municipal em Duque de Caxias
  • Ela morava em uma casa com o padrasto e a mãe

Nesse domingo do dia 17 de julho, um homem foi preso suspeito de estuprar e manter em cárcere privado, por pelo menos dois anos, a enteada de 11 anos. A criança engravidou devido ao abuso cometido pelo padrasto, e teve complicações de saúde após o parto, o que fez com fosse levada às pressas para o Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, localizado em Duque de Caxias, cidade onde morava com o padrasto e a mãe.

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Os vizinhos estranharam o aparecimento da menina, que foi vista com um bebê recém-nascido no colo, entrando em uma ambulância do Samu. Segundo a delegada que está cuidando do caso, Fernanda Fernandes, a criança não era vista circulando pela rua desde os 9 anos, e não frequentava a escola. Por isso, apesar da idade, a menina ainda não sabe ler, nem escrever.

Menina de 11 anos foi afastada da escola desde os 9 anos, e mantida em cárcere privado por mãe e padrasto (Foto: Reprodução/ A Gazeta)

O caso chegou à polícia apenas na manhã de sexta-feira, dia 15 de julho, no momento em que a vítima deu entrada no Hospital Municipal, devido às complicações pós-parto. Os responsáveis pela criança, mãe e padrasto, alegaram que a menina foi estuprada, há 9 meses, por um homem desconhecido, que andava armado pelo bairro no qual a menina morava.

A menina de 11 anos engravidou após ser estuprada pelo padrasto e teve complicações pós parto
A criança engravidou após ser estuprada pelo padrasto e teve complicações pós parto (Foto: Freepik)

Entretanto, exames que foram realizados no hospital após a entrada da menina, apontaram que ela sofria abusos recorrentes. “Existem casos de gravidez que passam despercebidos, são raros, mas existem. Mas é impossível não perceber quando uma criança chega em casa após ser estuprada na rua. Não tinha sangue? As roupas não estavam rasgadas? Ela não estava machucada? Não demonstrou alterações de comportamento? Fiz várias perguntas e eles não souberam responder”, afirma Fernanda Fernandes, segundo O Globo.

A mãe da vítima também está sendo investigada, e mesmo que não fique comprovado que foi conivente com o crime de estupro, cometido pelo padrasto, vai responder pelos crimes de abandono intelectual e omissão de notificação.