Menina de 11 anos que engravidou após estupro do padrasto e o bebê vão para abrigo

Na última segunda-feira, 18 de julho, o padrasto foi preso por suspeita de ser o responsável pelo estupro

Resumo da Notícia

  • A menina de 11 anos e seu filho serão encaminhadas para um abrigo
  • A criança deu à luz um bebê após ser vítima de estupro
  • O padrasto da garota, que é o suspeito responsável de abusar da criança, foi preso

A menina de 11 anos e seu filho serão encaminhadas para um abrigo no Rio de Janeiro à pedido da Justiça. A criança deu à luz um bebê após ser vítima de estupro. O padrasto da garota, que é o suspeito responsável de abusar da criança, foi preso.

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A decisão do encaminhamento da criança e do bebê para ‘abrigos específicos para os seus perfis’ foi determinada pela Juízo da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, de Duque de Caxias. A decisão se baseou na ‘urgência do resguardo dos direitos personalíssimos dos menores’, de acordo com o Tribunal de Justiça do Rio. Segundo a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade, a menina foi internada na última semana por complicações do parto, que foi realizado em casa, no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes.

 

O padrasto, que é o suspeito do estupro, foi preso na última segunda-feira, 18 de julho, e levado ao presídio de Benfica, na zona norte da cidade. Além da suspeita do abuso físico, também se suspeita que o homem manteve a criança em cárcere privado na casa onde morava com a mãe da vítima. A criança ainda será ouvida pelas autoridades, que já coletaram os depoimentos do padrasto e da mãe. Os dois afirmaram que a menina teria sido violentada cerca de nove meses atrás por um homem armado.

Menina de 11 anos e bebê serão encaminhados para abrigo. (Foto: Reprodução / UOL)

Apesar das afirmações feita por eles, os vizinhos da família contaram à polícia que a menina não era vista saindo de casa a cerca de dois anos. O padrasto não aceitou fazer o exame de paternidade do bebê. A mãe da vítima também está sendo investigada por manter a filha em cárcere privado e abandono intelectual, já que a criança não frequentava a escola.

A vítima continua internada no hospital, mas seu estado de saúde é estável. O bebê, que também está bem, segue na UTI neonatal. Segundo a polícia, a equipe médica acionou as autoridades quando a garota chegou ao hospital, e houve a suspeita de estupro de vulnerável. Ela também tinha algumas marcas de violência, que pareciam ser anteriores ao parto.