Menina de 13 anos tem tranças do cabelo cortadas e mãe denuncia racismo

O caso aconteceu em Pedras Grandes, no sul de Santa Catarina. Cristina Zelma publicou um vídeo desabafando sobre a situação nas redes sociais no dia 10 de novembro

Resumo da Notícia

  • Uma adolescente de 13 anos teve as tranças cortadas por colega de classe
  • Cristina Zelma, mãe da menina, publicou um desabafo nas redes sociais sobre o ocorrido no dia 10 de novembro
  • A mãe ainda está denunciando a situação por racismo

Uma menina de 13 anos de idade teve as tranças cortadas em sala de aula por um colega de classe. O caso aconteceu no município de Pedras Grandes, no sul de Santa Catarina. De lá, a mãe, Cristina Zelma, ainda publicou um vídeo nas redes sociais contando aos seguidores o ocorrido no último dia 10 de novembro.

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“A minha filha usa aquelas trancinhas e uma colega cortou as tranças dela. A minha filha virou para trás e perguntou por que ela tinha cortado e a menina falou que quis cortar e que o cabelo da minha filha era de negro e que era ruim. Simples assim”.

Cristina ainda relatou que a menina disse ter tentado ir conversar com a coordenação sobre o ocorrido, mas que a professora da instituição pediu que ela simplesmente “sentasse e se acalmasse”. No dia seguinte a mesma situação teria acontecido com a jovem, desta vez no ônibus escolar.

A menina teve tranças do cabelo cortadas por colega de classe
A menina teve tranças do cabelo cortadas por colega de classe (Foto: Reprodução/ UOL)

A mãe contou que conversou com a coordenação sobre o ocorrido, mas que os funcionários não a questionaram acerca de seu estado e da família após ataques. Por isso, finaliza o vídeo pedindo ajuda. Uma advogada de causas raciais, Alice Reis, está prestando apoio à mãe e filha neste momento e, para a UOL, declarou:

“A família segue muito abafada, buscando ainda resguardar a integridade física e psicológica da menina e de todos os envolvidos. Em decorrência de todo o caso, a menina recusa-se ir à escola”. Na última terça-feira, 16 de novembro, a família foi acompanhada de advogados prestar queixa na polícia contra injúria racial.

Também à UOL, a Secretaria de Educação se manifestou por meio de uma nota oficial. Nela, o órgão afirma que “está ciente e tomando providências em relação à denúncia de racismo envolvendo os alunos”. Além disso, diz que “também garante todo apoio a vítima e a preservação da identidade dos envolvidos”.

A declaração foi finalizada com uma afirmação de que a secretaria “lamenta e repudia qualquer conduta discriminatória ou preconceituosa e reforça que preza por um ambiente escolar inclusivo e acolhedor, trabalhando para promover uma Educação Básica orientada para os direitos humanos e a igualdade racial”.