Menina de 7 anos morre em hospital no RJ e família diz ser negligência médica: “Não medicaram ela”

Manuella tinha 7 anos, deu entrada no hospital no domingo com fortes dores e a enfermeira disse que tinha possibilidade de ser apendicite

Resumo da Notícia

  • Manuela tinha 7 anos e a família disse que o hospital não medicou ela
  • A mãe acredita ter sido negligência médica por não ter o auxílio dos profissionais
  • A polícia já está investigando o caso e interrogando os médicos e enfermeiros responsáveis pelo caso

Menina de 7 anos morreu no Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, Zona Oeste no Rio de Janeiro na madrugada do dia 26 de abril, terça-feira. A família da criança está acusando o hospital de negligência médica durante o entendimento. Quando foi falado para os pais que a menina tinha morrido, a família foi para a delegacia.

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Taís Oliveira de Souza é a mãe da garota e disse para o jornal “RJTV” que ela nem chegou a ser medicada. “Foi negligência. Ontem minha filha ficou o dia todo sem medicação e quando os cirurgiões chegaram, eles falaram que medicaram minha filha o dia todo e não medicaram. Minha filha sofrendo de dor, se contorcendo e eles fazendo pouco caso”, disse a mãe.

A menina, Manuella Oliveira Azevedo, deu entrada no hospital no domingo, 24 de abril, se queixando de dores fortes. A família conta que os médicos não quiseram medicar a criança pelo quadro de saúde ser inconclusivo.

Manuella ficou por dias internada
Manuella ficou por dias internada (Foto: reprodução/ Arquivo Pessoal)

A tia de Manuella, Patrícia Oliveira da Silva, disse que a enfermeira que cuidava da sobrinha suspeitava de apendicite. “Ficou gemendo de dor o dia todo, eu tenho os vídeos aqui gravados, sem medicação. Quando eu perguntei para a enfermeira ‘pode dar uma dipirona?’, ela disse ‘só posso dar o que está escrito pelo médico’. Se eles estão dizendo que a tomografia deu inconclusivo, então eu vou querer saber se não foi apendicite, foi o quê?”.

A Secretaria Municipal da Saude do Rio de Janeiro falou em nota que lamenta o ocorrido com a menina e que irá apurar o atendimento que a paciente teve. A família abriu um caso na polícia e os oficiais disseram que já estão escutando os médicos e enfermeiros responsáveis pelo caso.