Menina de 8 anos morre depois de ser picada por escorpião em município de São Paulo

Ana Luysa chegou a receber atendimento, mas não resistiu à picada e morreu

Resumo da Notícia

  • Uma menina de 8 anos foi picada por um escorpião em Tremembé, SP
  • Ela foi para a UPA e depois, foi encaminhada para um hospital
  • A criança não resistiu e morreu

Em Tremembé, São Paulo, uma menina de oito anos morreu após ser picada por um escorpião. O caso aconteceu na última semana, e ela chegou a ser socorrida e internada, mas acabou não resistindo e faleceu na última terça-feira, dia 8 de junho.

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A criança, que se chamava Ana Luysa, foi picada dentro de casa na madrugada da última sexta-feira, dia 3 de junho. A mãe dela percebeu e a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, e então, foi orientada a procurar o hospital de Taubaté.

Ana Luysa estava na UPA Central de Taubaté e foi encaminhada para o hospital universitário, onde tinha o soro contra escorpião. Ela chegou a ser internada, mas acabou não resistindo e morreu. A Prefeitura de Tremembé informou que ela foi encaminhada para a unidade de referência da região.

Menina de 8 anos morre depois de ser picada por escorpião
Menina de 8 anos morre depois de ser picada por escorpião (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal)

O que fazer se alguém da sua família for picado por um escorpião

Você sabe como proceder se alguém da sua família (ou você mesmo) for picado por um escorpião? Veja as orientações da integrante da Coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Vivian Ailt Cardoso:

1- Lave o local da picada com água e sabão, depois faça uma compressa com água morna, em seguida, procure imediatamente o centro de saúde mais próximo de sua residência;

2- Se possível, capture o animal para posterior identificação;

3- Não impeça a circulação sanguínea, corte ou perfure ao redor da lesão;

4- Não coloque folhas ou pó de café no local do ferimento.

Quando a pessoa picada chega ao centro de saúde, recebe apenas um medicamento para aliviar sua dor, pois o organismo consegue se livrar da toxina do escorpião naturalmente, segundo Giuseppe. A picada só leva à morte se a pessoa tiver uma reação grave, causada por uma predisposição do corpo, como um problema no pulmão, por exemplo. Além disso, de acordo com o biólogo, idosos e crianças são considerados o maior grupo de risco.

Por isso, cada caso é analisado no serviço de saúde. Se a pessoa tiver reação, recebe um soro antiescorpiônico, que neutraliza as toxinas do veneno circulante no corpo.

Esse soro está disponível na rede pública de saúde. Em São Paulo, caso não exista no centro de saúde mais próximo, a pessoa picada é encaminhada ao Hospital Vital Brazil, localizado dentro do Instituto Butantan, na Avenida Vital Brasil, zona oeste de São Paulo.

Segundo Giuseppe, a espécie mais perigosa nas grandes cidades é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus) e que a melhor maneira de evitar a visita desses aracnídeos é manter os lugares limpos e livres de entulhos. No quintal de casa, evite o acúmulo de telhas ou de tijolos, por exemplo. “Se perto da casa tiver algum terreno baldio, peça para que a prefeitura providencie a limpeza do local”, orienta o biólogo.