Menina é encontrada após ficar 100 dias desaparecida com o pai

Isadora Pedroso foi encontrada com o avô, Air Praeiro, na estrada no Mato Grosso do Sul

Resumo da Notícia

  • Isadora Pedroso foi encontrada com o avô na estrada em Mato Grosso do Sul
  • A criança estava sem ver a mãe há mais de 100 dias após sair de férias com o pai
  • A justiça está resolvendo o caso

Isadora Praeiro Pedroso Ardevino, de 8 anos, não foi devolvida para a mãe depois de passar o período das férias escolares com o pai. Neste último domingo (7), ela foi encontrada com o avô, Air Praeiro, em viagem para Cuiabá (MT), pela Polícia Rodoviária Federal. A criança estava desaparecida há mais de 100 dias.

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O homem foi abordado por um oficial na estrada e recebeu intimação da justiça em mãos. Ele continuou viagem com a menina, sendo escoltado do Mato Grosso do Sul até o a divisa do estado com o Mato Grosso, no entanto possui intimação para que seja devolvida à mãe, Marina Pedroso, em 48 horas. Foi determinada uma decisão unilateral para ela.

Polícia Civil Bauru São Paulo
Polícia Civil Bauru São Paulo (Foto: Reprodução / G1)

“Além de constar a infante no Cadastro de Desaparecidos, se verifica que o genitor é um perigo para o desenvolvimento da criança diante das atitudes tomadas até agora, e não se sabe quais outras pode tomar para atingir seus interesses egoísticos”, afirmou Nilza Maria Pôssas de Carvalho, desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

“Como ele tem 48 horas para entregar, estamos deduzindo que ele irá usar esse tempo para tentar algum outro recurso, um outro meio para não devolver a menina”, disse a defesa de Marina. Nesta segunda-feira (8), acontecerá uma audiência no Juizado da Infância e Juventude. Em caso de desobediência à ordem judicial, o pai deverá pagar uma multa no valor de R$ 50 mil.

A guarda de Isadora foi dividida entre os pais em 2017. No entanto, a guarda compartilhada foi suspendida pela justiça no último dia 19 e dada provisoriamente ao avô Air Praeiro. Afinal, segundo informações, ele possui condição afetiva e psicológica para ficar com a criança. “Tal medida poderá ser revista posteriormente, ampliando-se o direito de visitas após análise do caso, através do laudo psicossocial”, afirmou o magistrado.

A mãe também foi inibida de compartilhar o caso nas redes sociais, além de poder visitá-la somente com acompanhada do conselho tutelar. O mesmo caso se refere ao pai. As visitas aconteceram de modo que os pais não se encontrem, ocorrendo, portanto, em finais de semanas diferentes.