Menino envenenado com marmita consegue respirar sem aparelhos 6 meses após internação

Fabio Abrão, de 11 anos, foi hospitalizado em agosto de 2020 após comer uma marmita com veneno de rato. Ele ainda não consegue falar e se alimenta através de sondas

Resumo da Notícia

  • Fabio Abrão já consegue respirar sem a ajuda de aparelhos
  • Em agosto de 2020, o menino foi internado após comer uma marmita envenenada
  • Apesar da melhora, ele ainda não consegue falar e se alimenta por sonda

Um crime em agosto de 2020 chocou a população de Itapevi. Fabio Abrão, um menino de 11 anos, precisou ficar seis meses internado após comer a comida de uma marmita envenenada. Na ocasião, o menino recebeu o alimento como presente de um amigo morador de rua, que também ganhou três marmitas de um grupo de voluntários.

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Flávio, pai do menino, lembra que no dia em que o filho foi envenenado o amigo da família que vivia em situação de rua, que morreu pouco tempo após comer a comida, apareceu para presenteá-los com uma das marmitas que ganhou. Segundo uma matéria do R7, na época em que Fabio foi internado, o menino não conseguia falar, andar ou reconhecer os familiares.

(Foto: Reprodução / R7 e Record TV)

Depois de muito tempo de luta e sofrimento, a notícia boa: Fabio não precisa mais da ajuda de aparelhos para respirar há dois meses. A recuperação está acontecendo aos poucos, então ele ainda não consegue falar e se alimenta apenas através de sonda. Mas, em breve, será tempo de comemoração porque o menino poderá ir para casa ficar com a família.

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Relembre o caso

Fábio Abrão de Araújo, de 11 anos, passou a batalhar pela própria vida no Hospital Geral de Pirajussara, na Grande São Paulo, depois de ter sido intoxicado com uma marmita envenenada.

A polícia ainda não sabe quem envenenou as quatro marmitas, das quais dois moradores de rua que a comeram faleceram. No entanto, apesar de extremamente doloroso, ainda há esperança para Fábio, já que uma jovem de 17 anos que também comeu a marmita e foi internada, recebeu alta no dia 26 de agosto.

Buscando encontrar a fonte da contaminação, a polícia investigou a cozinha em que as marmitas foram preparadas, que foi desconsiderada pelo laudo da perícia, tendo em vista que o ambiente é perfeitamente seguro para a preparação dos alimentos e é livre de qualquer componente tóxico. Dessa forma, a intoxicação só poderia ter sido feita logo após a entrega da comida às pessoas em situação de rua.

Investigações têm sido realizadas e acredita-se que a substância utilizada nos alimentos foi veneno para matar de rato, que segundo Anthony Wong, toxicologista, pode causar consequências no organismo de quem o consome. O componente químico pode desacelerar os batimentos do coração e até gerar uma parada cardíaca. Além de dificultar a respiração pelo excesso de secreção.