Mieloma múltiplo: saiba mais sobre o câncer que tirou a vida da jornalista Cristiana Lôbo

Na última quinta-feira, 11 de novembro, a jornalista perdeu uma batalha contra o mieloma múltiplo. O tumor é considerado um tipo raro de tumor, ainda que seja o câncer hematológico mais frequente

Resumo da Notícia

  • A jornalista Cristiana Lôbo faleceu na última quinta-feira, 11 de novembro, após perder uma luta contra o câncer
  • O mieloma múltiplo é considerado um tipo raro de tumor, ainda que seja câncer hematológico mais frequente
  • Entenda mais sobre a doença, saiba os sintomas e como funciona o tratamento

Na última quinta-feira, 11 de novembro, faleceu a jornalista Cristiana Lôbo. Aos 64 anos, a colunista do G1 e comentarista política da GloboNews deixou o marido, dois filhos e dois netos por causa de complicações de um câncer chamado mieloma múltiplo, uma doença considerada rara, mas que é o câncer hematológico mais frequente.

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Mariana Oliveira, oncologista da Oncoclínicas em São Paulo, explica que o mieloma múltiplo é um tumor maligno mais comum em pessoas acima de 60 anos de idade. Dentre os sintomas iniciais da doença, é possível listar:

  • fraqueza e dor óssea
  • cansaço

Mas, por esses também serem sinais que costumam aparecer quando a idade avança, muitas pessoas confundem com o envelhecimento e não associam à doença. “O diagnóstico, por conta disso, acaba sendo feito após complicações mais severas, como fraturas nos ossos, surgimento de infecções, anemia e perda da função renal”, explica a especialista.

Morre jornalista Cristiana Lôbo
Morre jornalista Cristiana Lôbo após perder a luta contra um mieloma múltiplo (Foto: Reprodução/ G1)

Diagnóstico e tratamento do mieloma múltiplo

O diagnóstico do mieloma múltiplo é feito a partir de exames como o de sangue (hemograma e eletroforese de proteína sérica), tomografia, radiografia e ressonância magnética. A biópsia da medula óssea pode ser solicitada pelo médico dependendo do quadro clínico do paciente.

Quanto ao tratamento, “a quimioterapia é o mais comum, mas há ainda alternativas com o uso de terapia alvo, como medicamentos inibidores que atacam as células doentes diretamente, e ainda a terapia celular, que consiste em usar as próprias células de defesa do paciente, modificadas em laboratório, para reconhecerem o ‘inimigo’ e se tornarem capazes de combater esses alvos específicos”, conta a dra. Mariana.

Para pacientes que são resistentes à quimioterapia e têm menos de 65 anos, é possível realizar o transplante autólogo de células-tronco periféricas. Para isso, é feita uma quimioterapia pré-transplante. A dra. Mariana reforça que, ao longo do tratamento, é preciso prestar atenção à qualidade de vida do paciente e manter sempre hábitos que ajudem o fortalecimento dos ossos para reduzir a dor, a hipercalcemia e a incidência de fraturas.