Mineira presa na Tailândia envia carta aos familiares que estão no Brasil: “Saudade da comida”

A mineira Mary Hellen Coelho Silva, foi presa no início do ano após desembarcar no país asiático com mais de 10 kg de cocaína dentro de sua mala

Resumo da Notícia

  • A mineira foi presa na Tailândia no início de 2022
  • A família da mulher disse que ela pode ter caído em algum golpe
  • A Mary Hellen não tem assessoria jurídica no país asiático

A mineira Mary Hellen Coelho Silva, de 22 anos, foi presa em 14 de fevereiro com mais dois brasileiros, após desembarcar na Tailândia com 15,5 kg de cocaína na bagagem. Desde então, a jovem moradora de Pouso Alegre, Sul de Minas Gerais, sente uma grande saudade dos familiares que estão aqui, no Brasil. Segundo a revista Veja, a Mary enviou uma carta aos parentes mineiros.

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Jovem presa na Tailândia
A mineira foi presa na Tailândia, após desembarcar no país com cocaína na mala (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

“Um grande obrigado a todos do Brasil por me ajudarem. Tenho saudade da comida brasileira”, escreveu Mary. Além disso, na carta, a jovem fala que passa as noites em claro na prisão e espera ansiosamente o retorno para o país de origem.

Entenda o caso

A Mary Hellen foi presa ao desembarcar com 15,5 kg de cocaína na bagagem. Sem ter advogados no país asiático, ela pode sofrer uma grave condenação e até à pena de morte. Segundo entrevista ao UOL, os familiares da mulher disseram que ela sempre trabalhou para ajudar a família, sobretudo, a mãe que passa pelo tratamento de um câncer de útero. Ainda em depoimento, a família disse que não sabia dessa viagem de Mary, e acrescenta que ela nunca tinha saído do Brasil. As amigas de colégio acreditam que ela foi enganada.

“Ela sempre foi muito amiga de todo mundo e muito boa com todo mundo também. Era respeitosa, confiável. Desde o diagnóstico de câncer da mãe, ela vinha sofrendo bastante. Ainda estamos em choque com a prisão dela”, disse Camila Eduardo Campos, de 20 anos, amiga de Mary.

Já outra colega disse: “A Mary Hellen era muito inteligente. Não iria transportar drogas e ainda mais fora do país. Algum menino deve ter chamado ela para ir pra Curitiba, devem ter tirado o passaporte por lá e depois ido pra fora do país. Ela é ‘correria’. Trabalha para conquistar as coisas dela. Já trabalhou em pastelaria, lanchonete. Não precisava disso”, falou Angelique Sanches.