Ministério da Saúde fará aquisição da vacina chinesa fabricada em São Paulo, diz Butantan

Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, e Dimas Covas, diretor do Instituto, se reuniram nesta quarta-feira para negociar o investimendo na Coronavac

Resumo da Notícia

  • O Instituto Butantan anunciou que o ministério da Saúde fará aquisição das vacinas chinesas contra o Covid-19 fabricadas em São Paulo.
  • O estado tem uma parceria com laboratórios da China que estão desenvolvendo a Coronavac
  • O investimento é de 1,9 milhões de reais

O Instituto Butantan anunciou nesta quarta-feira, 26 de agosto, que o ministério da Saúde fará aquisição das vacinas chinesas contra o Covid-19 fabricadas em São Paulo. O estado tem uma parceria com laboratórios da China que estão desenvolvendo a Coronavac. Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, e Dimas Covas, diretor do Instituto, se reuniram nesta manhã para negociar um investimento de 1,9 milhões de reais.

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A parceria foi anunciada nesta quarta-feira (Foto: iStock)

“Quando nós ofertarmos a vacina ela terá, obviamente, um custo e isto o ministro garantiu que vai, seguramente, colocar na pauta do programa nacional de imunização”, afirmou Covas. O valor investido pelo ministério na Coronavac é o mesmo que foi disponibilizado para a fabricação da vacina de Oxford pela Fiocruz. O objetivo do governo é produzir 120 milhões de doses do imunizante em São Paulo.

“A garantia é exatamente a parceria que existe entre o Butantan e o Ministério. Isso foi reforçado com com o ministro. É uma matéria de importância para saúde pública do Brasil”, disse Dimas Covas. A vacina chinesa está na terceira fase de testes com 9.000 voluntários brasileiros. Depois de ter a eficácia comprovada, o imunizante precisa ter a distribuição autorizada pela Anvisa.

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O laboratório chinês Sinovac irá enviar 45 milhões de doses da vacina para o Brasil depois da sua liberação. Além disso, o Instituto Butantan vai produzir 15 milhões de doses até os primeiros meses de 2021, totalizando 60 milhões de doses. O secretário da Saúde de São Paulo planeja dobrar esse número para 120 milhões até o final do ano.

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