Ministério da Saúde irá pedir autorização à Anvisa para o uso autotestes de Covid-19 no Brasil

O método já está sendo utilizado em outros países para acelerar o processo do diagnóstico do vírus

Resumo da Notícia

  • Ministério da Saúde irá pedir autorização à Anvisa para realizar autotestes de Covid-19
  • O método já está sendo realizado em outros países
  • Esse processo aumenta a agilidade do diagnóstico da doença

O Ministério da Saúde anunciou que, nesta semana, irá pedir à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a liberação para o uso de autoteste de Covid-19 no Brasil. Esse procedimento já está sendo utilizado por outros países, com o intuito de acelerar o diagnostico do vírus.

-Publicidade-

O autoexame pode ser realizado em casa, em uma coleta do material com cotonete no nariz ou através da saliva. No entanto, esse método está sujeito a erro do paciente não treinado para fazê-lo, já que possui uma sensibilidade menor que de outros testes, como o RT-PCR.

Ministério da Saúde irá pedir autorização à Anvisa para o uso autotestes de Covid-19 no Brasil
Ministério da Saúde irá pedir autorização à Anvisa para o uso autotestes de Covid-19 no Brasil (Foto: Unsplash)

A Agência afirmou, em nota, que só é permitido “o registro de autoteste de doenças infectocontagiosas passíveis de notificação compulsória, como a Covid-19, caso haja uma política de saúde pública e estratégia de ação estabelecida pelo Ministério da Saúde”.

“Para a adoção de uma eventual política pública que possibilite o uso de autoteste para Covid-19, é fundamental considerar os fatores humanos e a usabilidade do produto, medidas de segurança do produto, limitações, advertências, cuidados quanto ao armazenamento, condições ambientais no local que será utilizado, intervalo de leitura, dentre outros aspectos”, ressaltou.

Ainda na última sexta-feira, 7 de janeiro, a Anvisa aprovou o registro de um insumo necessário para a fabricação da vacina da AstraZeneca contra a covid-19, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A decisão faz com que o Brasil tenha o primeiro imunizante 100% nacional.

Graças a aprovação, o insumo farmacêutico ativo (IFA), conhecido por ser o “ingrediente” necessário para produção da vacina, será fabricado em território brasileiro, ao invés de ser importado de demais países. Agora, a previsão de entrega das primeiras doses da AztraZeneca para o Ministério da Saúde aconteça já em fevereiro.

Dose reforço da vacina Pfizer protege até 75% contra casos sintomáticos da variante ômicron
A autorização da Anvisa faz com que Brasil tenha primeira vacina 100% nacional (FOTO: Myke Sena / Reprodução / CNN Brasil)

“É uma grande conquista para a sociedade brasileira ter uma vacina 100% nacional para a Covid-19 produzida em Bio-Manguinhos/Fiocruz. A pandemia de Covid-19 deixou claro o problema da dependência dos insumos farmacêuticos ativos para a produção de vacinas.”, afirmou Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz.

A servidora destacou ainda que, com a aprovação dada pela Anvisa, o imunizante 100% produzido no Brasil garantirá  “a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde [SUS] para essa vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo”.

De acordo com o comunicado oficial divulgado pela Agência, foi necessário avaliar estudos de comparabilidade para aprovar o registro do insumo. Os resultados divulgados demonstraram que o IFA fabricado no país possui o mesmo desempenho do estrangeiro.