Mistério! Conheça a história da casa que desapareceu em uma ilha da Irlanda

Neville Presho passou anos tentando entender o que havia acontecido com a residência, mas segue sem respostas

Resumo da Notícia

  • Conheça a história da casa que desapareceu em uma ilha da Irlanda
  • Neville Presho passou anos tentando entender o que havia acontecido com a residência
  • O caso nunca foi totalmente solucionado

O engenheiro civil Neville Presho saiu para um passeio de barco em julho de 1994 e desde então vive um verdadeiro pesadelo. Durante o passeio, ele foi até a costa distante da remota ilha irlandesa de Tory, onde tinha uma casa, um refúgio para dias tranquilos. Enquanto se aproximava da costa, Neville observava para tentar encontrar sua casa, uma das obras mais antigas do local. Mas a casa não estava mais ali — somente um espaço vazio.

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O homem não acreditou no que viu, afinal, como uma casa poderia simplesmente sumir? Mal sabia ele que esse seria o início de longos anos investigando para tentar entender o que havia acontecido com a residência e que, mesmo depois de muita pesquisa, continuaria sem respostas.

Mistério! Conheça a história da casa que desapareceu em uma ilha da Irlanda (Foto: Getty Images)

“Tudo o que vi foram 15 centímetros de um tubo de plástico saindo do solo, que era meu encanamento de água”, relembrou ele, sobre o susto que levou naquele dia, em entrevista ao G1. Havia grandes rochas de cerca de 2,5 por 0,5 metros no que antes era o perímetro (da casa). Minha banheira estava de cabeça para baixo na praia”, completou, descrevendo a cena de horror que viu quando chegou perto da residência.

O engenheiro, então, começou a se fazer perguntas e decidiu ir atrás para investigar o que havia acontecido com a casa. “Curiosamente, ele não obteve respostas. Deparou-se com um muro de silêncio”, diz Conor McKay, que, com Michael Shannon, produziu o docudrama da BBC “The House That Disappeared” (“A Casa Que Desapareceu”, em tradução livre para o português).

Muitas pessoas comentaram sobre o sumiço com ele, dando diferentes versões da mesma história, que nunca foi solucionada. “As pessoas disseram que ela foi levada por um redemoinho. Alguém falou que era melhor não perguntar, e outro mencionou um brilho estranho no céu”, relembrou Conor. “Houve um momento em que ninguém mais acreditava nele. Um psiquiatra achou que Neville havia fantasiado tudo aquilo”.

Além de engenheiro, Neville também era cineasta, mas, com toda a situação, acabou desenvolvendo uma séria doença psicológica, o que atrapalhou as duas profissões. Ele acabou conseguindo um pouco de justiça, mas os custos foram altos.

A briga para tentar entender o que aconteceu

Neville conversou com vários advogados para tentar fazer com que algum aceitasse assumir o caso. As tentativas, no entanto, foram em vão. Os policiais também não conseguiram dar-lhe nenhuma resposta. Um juiz também desconfiou sobre a falta de relatos sobre algo que certamente seria percebido por moradores da região.

O caso nunca foi totalmente solucionado (Foto: reprodução BBC)

Enquanto tentavam solucionar o caso, os rumores rolaram soltos. Alguns diziam que a residência havia sido vítima de um incêndio criminoso. Outros apontavam que havia sofrido danos consideráveis pela tempestade. Essa segunda hipótese, aliás, foi a mais ouvida, já que Neville decidiu ir até a ilha justamente porque havia ouvido que a casa havia sofrido alguns danos devido a uma forte chuva no local.

Mas um engenheiro, como explicou em um relatório, descobriu que ela foi provavelmente derrubada por meios mecânicos. Tempos depois, um construtor que trabalhava na ilha disse que alguém tinha oferecido dinheiro a ele para demolir a casa, mas que ele não tinha aceitado.

Depois de um tempo, Neville acabou conseguindo um advogado e, juntos, defenderam que a casa havia sido destruída por um morador local. Ele abriu um processo civil, acusando Patrick Doohan, empresário do setor hoteleiro, de ter destruído a casa de Neville, por bloquear sua vista para o oceano.

O juiz, porém, chegou a conclusão de que não haviam provas o suficiente que comprovavam a alegação. No entanto, o juiz determinou que o réu teria muito a ganhar com o desaparecimento da casa e que a escavadeira, dirigida por ele ou não, provavelmente estaria envolvida na destruição. O juiz concedeu a Neville US$ 55 mil (R$ 281 mil, em valores atuais) em danos por invasão e interferência na propriedade. O real motivo da casa ter desaparecido, no entanto, nunca foi descoberto e, no caminho, Neville acabou adoecendo psicologicamente, pela incansável busca, sem respostas.