Monkeypox: Governo paulista divulga protocolo específico para gestantes com teste positivo

O protocolo especial das grávidas faz parte do plano de enfrentamento da doença, nomeado como “Rede Emílio Ribas de Combate à Monkeypox” (varíola símia)

Resumo da Notícia

  • Diante do aumento de casos da monkeypox, o governo do estado de São Paulo criou um protocolo específico para as gestantes
  • A grávida diagnosticada com a doença será acompanhada pelos municípios e indicada para o parto em uma unidade de saúde de alto risco
  • O protocolo especial das grávidas faz parte do plano de enfrentamento da doença, nomeado como “Rede Emílio Ribas de Combate à Monkeypox” (varíola símia)

Diante do aumento de casos da monkeypox, o governo do estado de São Paulo criou um protocolo específico para as gestantes. As medidas formam anunciadas, na manhã desta quinta-feira, 4 de agosto, por meio de coletiva de imprensa. De acordo com a secretaria de saúde , a partir do diagnóstico de monkeypox a grávida será acompanhada pelos municípios e indicada para o parto em uma unidade de saúde de alto risco. Todas as maternidades deste tipo no Estado serão referência para casos de varíola símia em gestantes. Nesses casos, a indicação e de acompanhamento pelos municípios em pré-natal de alto risco e a indicação para o parto será de cesárea.

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Segundo a OMS gestantes, crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas fazem parte do grupo de risco (Foto: Freepik)

O protocolo especial das grávidas faz parte do plano de enfrentamento da doença, nomeado como “Rede Emílio Ribas de Combate à Monkeypox” (varíola símia). Entre todas as ações estão 93 hospitais estaduais e de maternidades que serão referência e darão retaguarda para os casos mais graves com necessidade de internação de pacientes e leitos de isolamento ou Unidades de Terapia Intensiva. Também foram apresentadas as ações para ampliação do diagnóstico, vigilância e capacitação da rede de saúde pública e privada.

O trabalho terá a coordenação integrada das Secretarias de Estado da Saúde e a pasta de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde. A prefeitura da cidade de São Paulo também se prontificou para garantir o atendimento para os casos mais leves por meio das UBS (Unidades Básicas de Saúde), UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) e outros equipamentos.

“O objetivo central é somar esforços e integrar as instituições e centros de excelência para promover ações estratégicas de prevenção e cuidado,  levando em consideração o aprendizado diante dos últimos enfrentamentos de endemias e pandemias. O Estado de São Paulo está preparado para responder de maneira ágil a esse novo desafio”, destaca David Uip, Secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde.

Ficou definido também que o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e do Instituto Adolfo Lutz, por meio de seu laboratório central na cidade de São Paulo e de suas 13 regionais localizadas no litoral e interior do Estado fará toda a vigilância genômica dos casos no Estado, acompanhando o comportamento da doença com a análise do vírus em circulação.

Além de credenciar outros laboratórios para a realização de exames de PCR em Tempo Real e RT-PCR para detecção do DNA do vírus e também realizar ações de capacitação e treinamento dos profissionais de saúde da rede.

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Andressa Simonini, editora-executiva da Pais&Filhos está concorrendo ao Troféu Mulher Imprensa
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A secretaria de saúde esclarece ainda que o Centro de Vigilância Epidemiológica do Governo de São Paulo também já instalou um serviço 0800, com médicos plantonistas 24 horas à disposição para orientar e esclarecer dúvidas dos profissionais de saúde das redes pública e privada sobre diagnóstico e manejo clínico dos pacientes infectados com o vírus da monkeypox.

O Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, explica ainda que serão realizadas ações de comunicação educativa para a população de todo o estado, para falar sobre prevenção e identificação de sinais e sintomas sugestivos de monkeypox.

“Este conjunto de ações desenvolvidas pelas equipes das duas Secretarias de Estado são fundamentais para o enfrentamento da doença em São Paulo. São diretrizes importantes e que auxiliam toda a rede de saúde e a população, evitando agravamentos pela doença e a ampliação da transmissão em São Paulo”, destaca Gorinchteyn.

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