Morre Milton Gonçalves aos 88 anos, no Rio de Janeiro

O ator foi um ícone da TV brasileira, e deixou para trás 3 filhos. Segundo a família, ele morreu em casa, por consequências de problemas de saúde que vinha enfrentando desde que teve um AVC

Resumo da Notícia

  • Morreu na tarde desta segunda-feira, Milton Gonçalves, aos 88 anos
  • O ator foi um ícone da TV brasileira, e deixou para trás 3 filhos
  • Segundo a família, ele morreu em casa, por consequências de problemas de saúde que vinha enfrentando desde que teve um AVC

Morreu na tarde desta segunda-feira, Milton Gonçalves, aos 88 anos. O ator foi um ícone da TV brasileira, e deixou para trás 3 filhos. Segundo a família, ele morreu em casa, por consequências de problemas de saúde que vinha enfrentando desde que teve um AVC em 2020.

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Na ocasião, o ator ficou 3 meses internado e precisou de aparelhos para respirar. Nascido em 9 de dezembro de 1933, na pequena cidade de Monte Santo, em Minas Gerais, Milton Gonçalves fez mais de 40 novelas só na Globo, onde também atuou em programas humorísticos e minisséries de sucesso, como as primeiras versões de “Irmãos Coragem” (1970); “A Grande Família” (1972); e “Escrava Isaura” (1976).

Milton Gonçalves morreu aos 88 anos
Milton Gonçalves morreu aos 88 anos (Foto: Reprodução/TV Globo)

Outros trabalhos de destaque do ator foram as séries “Carga Pesada” (1979) e “Caso Verdade” (1982-1986). Sua atuação como Pai José na segunda versão da novela “Sinhá Moça” (2006) lhe valeu a indicação para o prêmio de Melhor Ator no Emmy Internacional. Na cerimônia, apresentou o prêmio de Melhor Programa Infanto-juvenil ao lado da atriz americana Susan Sarandon. Milton foi o primeiro brasileiro a apresentar o evento.

A última novela que o ator Milton Gonçalves participou na TV Globo foi “O Tempo Não Para” (2018), quando interpretou o catador de materiais recicláveis Eliseu. Ainda criança, Milton se mudou com a família para São Paulo, onde foi aprendiz de sapateiro, de alfaiate e de gráfico. Ele fez teatro infantil e amador. Sua estreia profissional ocorreu em 1957, no Arena, na peça “Ratos e Homens”, de John Steinbeck.