Mulher adota criança com microcefalia e paralisia cerebral: “Aceitar filho do jeito que vier”

Tais Marabá estava decidida a ser mãe solo, pois não queria esperar por um parceiro e nem ter a experiência da gravidez. Ela decidiu adotar uma menina com microcefalia e paralisia cerebral

Resumo da Notícia

  • Uma mulher decidiu virar mãe solo e adotou uma criança
  • Heloisa tem microcefalia e paralisia cerebral
  • A mãe contou que todas as crianças dos orfanatos só querem uma coisa: ser filho

Para muitas mulheres o sonho de ser mãe, gerar um filho e ter todas as experiências da gravidez é fantástico. Porém para algumas apenas o fato de cuidar e dar amor já é um ótimo início, por isso Tais Marabá não quis esperar para encontrar um parceiro e decidiu adotar uma criança com microcefalia e paralisia cerebral.

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Em entrevista exclusiva ao portal do G1, a mãe contou que é preciso estar receptivo para aceitar o filho do jeito que vier. A filha que viria a conhecer estava a mais de 1.500 km de distância, em Colatina, interior do Espírito Santo. Heloisa Angélica, que tem microcefalia, paralisia cerebral e epilepsia, esperou 1 ano e 3 meses até ser adotada pela sua mãe.

A mulher decidiu ser mãe solo e adotar uma criança com microcefalia e paralisia cerebral
A mulher decidiu ser mãe solo e adotar uma criança com microcefalia e paralisia cerebral (Foto: Reprodução/G1)

Apesar de todas as dificuldades e adaptações que precisaria fazer na própria vida com a chegada de Heloisa, a mãe disse que o amor pela filha falou mais alto. Ela lembrou que, muitas vezes, escolher gênero, raça e idade das crianças que querem adotar dificulta o processo.

“Eu tinha vontade de adotar desde a minha adolescência. Antes de estar preparada para a Heloisa, eu já tinha apontado um perfil que incluía essa aceitação da criança da maneira que ela fosse. Eu me pus a pensar: será que se fosse um filho biológico, para mim, faria alguma diferença? Então porque para adotar a gente é tão seletivo?” afirmou Tais.

Ela já tinha o hábito de visitar abrigos infantis, o que a ajudou a amadurecer a ideia da adoção e garantiu a ela um olhar que viu além do próprio desejo. Com as visitas, ela enxergou também o desejo de cada criança que está nos abrigos: ser filho. E assim, tornou-se mãe de Heloisa, que chegou para transformar a vida de uma família inteira com uma rotina de muitos cuidados e afeto que envolve o dia a dia de mãe e filha.

A criança já tinha um nome no abrigo, e sua mãe decidiu não mudá-lo quando a adotou, mas acrescentou um segundo nome, tão significativo quanto o primeiro. Heloisa passou a se chamar Heloisa Angélica. Para a mãe orgulhosa, é Heloisa, mesmo sendo ainda tão pequena, quem mais ensina do que aprende. E mostra que todas as dificuldades são superadas quando há amor.