Mulher com malformação na coluna ganha processo contra médico da mãe: “Não deveria ter nascido”

Evie Toombes, de 20 anos, alegou que o clínico geral não ofereceu as informações necessárias antes da gravidez, o que ocasionou o diagnóstico

Resumo da Notícia

  • Uma mulher de 20 anos processou o médico da mãe
  • Ela alega que "não deveria ter nascido"
  • Evie Toombes nasceu com uma malformação e julga que o profissional não ofereceu as informações necessárias para a mãe dela antes da gravidez

Evie Toombes, de 20 anos, processou o médico que acompanhou a mãe dela antes da gravidez, pela falta de informação do profissional. O resultado judicial foi divulgado na última quinta-feira, 2 de dezembro, e deu vitória para a menina em uma decisão única na Suprema Corte de Londres.

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Evie Toombes nasceu com espinha bífida e diz que isso aconteceu por falta de informações que a mãe recebeu antes de engravidar
Evie Toombes nasceu com espinha bífida e diz que isso aconteceu por falta de informações que a mãe recebeu antes de engravidar (Foto: reprodução/Instagram)

De acordo com a publicação do NY Post, a menina, que é atleta de hipismo, nasceu com uma malformação na coluna, conhecida como espinha bífida, o que obriga ela a ficar conectadas a tubos a todo momento.

Evie afirmou para a justiça que “não deveria ter nascido”, e alegou no processo que a mãe, Caroline, não tinha conhecimento que a ingestão na gestação de vitaminas, como ácido fólico, poderia diminuir as chances de um bebê ter essa condição. E ela culpa o médico Philip Mitchell por isso.

Ainda no processo, a jovem completou que a mãe teria adiado o desejo de engravidar se soubesse disso. “Ele me disse que não era necessário. Fui informada de que, se tivesse uma boa dieta anteriormente, não teria que tomar ácido fólico”, justificou a mãe.

A defesa do médico comentou que a mulher já poderia estar grávida quando procurou o especialista e ainda negou que ele tenha dispensado completamente o uso de vitaminas.

Por conta do diagnóstico, Evie também sofre de outros problemas intestinais e urinários. E a expectativa é que o passar dos anos torne sua condição cada vez mais limitada, sendo ainda mais dependente de cadeira de rodas.

Diante dos relatos, a juíza Rosalin Coe QC foi favorável à Evie, e decidiu que ela deve receber uma indenização milionária.