Mulher é proibida de receber embrião congelado para engravidar após morte do marido e o caso vai parar na Justiça francesa

Laurenne Caballero, de 28 anos, perdeu o marido em 2019

Ela é mãe de duas meninas (Foto: reprodução/ Getty Images)

A francesa Laurenne Caballero, de 28 anos, foi impedida de fazer a fertilização com os embriões congelados do marido que veio a falecer. Ela, que já é mãe de duas crianças, queria poder engravidar mais uma vez, mas a ideia foi vetada. Por isso, resolveu enfrentar a Justiça francesa.

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Segundo o Uol, a Constituição francesa é clara: “a inseminação post-mortem é proibida no país e o novo projeto de lei da bioética, atualmente em análise no Senado, não propõe mudar a situação”. A Assembleia da França  acabou negando a chance de mulheres engravidarem dessa forma.

Uma das preocupações, que encaminharam para a decisão da proibição, é o fato de a mulher estar vulnerável e em luto pela perda do companheiro. Portanto, a pessoa em questão poderia ser fecundada com um embrião de um desconhecido, mas não do próprio marido.

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“Todos sabemos que o olhar dos outros muda, questiona-se o amor da pessoa por aquele que morreu. Como as mulheres poderão resistir à pressão social, dos amigos e da família que dirão: ‘se você realmente o amava, deve ir adiante com esse projeto’?”, disse a ministra da Saúde, Agnès Buzyn.

Roy Caballero, marido de Laurenne, faleceu aos 27 anos em abril de 2019. O que a levou a querer engravidar pela terceira vez foi o fato de o casal sempre ter desejado ter uma família grande.  Agora ela espera que o caso dela sirva de exemplo para várias mulheres.

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