Muito amor! Mulher gera bebê para que irmã pudesse realizar sonho de ser mãe

Solana Guimarães, há dez anos tentava engravidar, fez nove fertilizações in vitro e sofreu seis abortos espontâneos. Diante da situação, Anaterra Guimarães, se ofereceu para ser barriga solidária do sobrinho

Resumo da Notícia

  • Solana Guimarães, de 39 anos, fez nove fertilizações in vitro e sofreu seis abortos espontâneos
  • Anaterra se ofereceu para gerar o sobrinho após a irmã ficar dez anos tentando engravidar
  • O bebê é um menino, que se chamará Dante e está previsto para nascer hoje

Solana Guimarães, de 39 anos, há dez anos tentava engravidar, mas não teve sucesso. Diante da situação, Anaterra Guimarães, de 38 anos, teve uma linda atitude para realizar o sonho da irmã. Após acompanhar as dores e frustação da irmã na tentativa de ter um bebê, ela resolveu se oferecer para gerar o sobrinho!

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Mulher gera sobrinho para irmã que não pode ter filho (Foto: Reprodução / G1 / Núbia Costa)

“Me sinto realizada. Eu fiz pela minha irmã, foram muitas perdas que ela teve, sofremos bastante. Estou podendo contribuir com a felicidade dela”, disse Anaterra ao G1. A família mora no Centro de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Anaterra já é mãe e conta que decidiu ajudar a irmã pois gostaria que ela tivesse a experiência da maternidade. “Já tenho uma filha de seis anos e é a melhor coisa da vida é poder ser mãe. Ajudar minha irmã nesta missão é maravilhoso”, contou Anaterra. O bebê é um menino, que se chamará Dante e está previsto para chegar nesta quinta-feira, 18 de fevereiro!

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Sonho de ser mãe

Mulher gera bebê para irmã que não pode ter filho (Foto: Reprodução / G1 / Núbia Costa)

Solana começou o tratamento para engravidar em 2012, um ano depois de se casar. Ela e o marido passaram por clínicas de fertilização em Belo Horizonte e em São Paulo, mas não tiveram sucesso. Depois de diversas tentativas, uma alteração no útero da mulher foi descoberta pelos médicos.

“Meu problema não tem diagnóstico, é uma incompatibilidade no meu útero. Também fizemos muitos exames para ver se os embriões eram saudáveis e todos eles tiveram problema”, disse Solana. Sem diagnóstico definido para o caso, ela contou que tomou medicamentos e fez tratamentos paliativos. “Todos os tratamentos possíveis eu fiz. Fiz novena também”, contou,

Ao todo foram nove fertilizações in vitro (FIV) e seis abortos espontâneos. “Eu escutava o coraçãozinho. Mas passava uma semana, eu tinha aborto espontâneo. Aconteceu várias vezes”, lamentou Solana.

Na época dos abortos, Anaterra já havia se oferecido para ser barriga solidária, mas Solana e o marido não concordavam. “Gravidez mexe muito com a vida da mulher, corpo, rotina. Minha irmã já tinha uma filha e não nos sentíamos à vontade de aceitar que ela gerasse nosso filho. Para não dar trabalho pra ela mesmo”, disse.

Então, em julho de 2020, o casal concordou com o procedimento. “Eu relutei muito em aceitar que Anaterra fosse minha barriga solidária porque não achava justo que ela se sacrificasse a esse ponto por mim. Hoje, nessa reta final da gravidez, agradeço a Deus todos os dias por ter permitido que vivêssemos essa linda história de amor! Jamais vou conseguir agradecer o suficiente o que ela e a família fizeram por mim”, contou a mãe de Dante.

Agora, a família aguarda ansiosamente a chegada de Dante. Solana também fez um tratamento para amamentar o filho e já está produzindo leite.

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