Mulher morre e fica quase 3 anos no apartamento em Londres até ser encontrada

Sheila Seleoane faleceu em 2019 aos 61 anos de idade, porém o corpo só foi encontrado em 2022 após inúmeras ligações de vizinhos

Resumo da Notícia

  • Uma mulher de 61 anos foi encontrada morta no apartamento em que morava em Londres
  • Sheila Seleoane era secretária médica e faleceu em 2019, mas só foi resgatada em 2022
  • Vizinhos comentaram sobre o caso

Sheila Seleoane, uma secretária médica, faleceu aos 61 anos, contudo o seu corpo só foi encontrado mais de dois anos depois pela família. A mulher foi encontrada morta no início de 2022 no apartamento onde morava, em Londres, na Inglaterra.

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muitas pessoas afirmam que apesar de todos os esforços, o casal perde a conexão quando se tornam uma família
Uma britânica de 61 anos faleceu, mas só foi encontrada quase 3 anos depois no apartamento onde morava (Foto: Getty Images)

Os vizinhos chegaram a chamar a polícia durante esse período e pediram para que invadissem o apartamento para checar a mulher, mas não foram atendidos. Eles contaram ao portal The Guardian sobre a raiva que sentiram ao descobrir, de fato, que a mulher havia morrido.

O caso rapidamente repercutiu e levantou reflexões sobre o isolamento social moderno, uma vez que a mulher não tinha amigos ou familiares próximos. Uma vizinha, Christine, comentou: “Eu ouvia as chaves dela balançando na porta. Eu mal via ela”.

A maioria da vizinhança mal sabia o nome dela e Christine, por exemplo, apenas soube que ela era secretária médica após o falecimento de Sheila. “Nós costumávamos ouvir ela através das paredes, depois isso parou [no fim de 2019]”, acrescenta ela.

Desde então fora muitas ligações para a Peabody, uma associação habitacional responsável pela gestão de onde ela morava, mas nunca foram acatadas. A mulher inclusive parou de pagar o aluguel, mas não foi procurada. A polícia só foi até o local depois da porta da varanda do apartamento ser comprometida após uma tempestade.

Depois da descoberta, foi realizado o funeral de Sheila em abril e apenas duas pessoas estiveram presente, um irmão e um representante da Peabody, uma associação habitacional responsável pela gestão de onde ela morava.

A Peabody, diante da situação, perdeu alguns clientes e informou que tentou contato por email, mensagens de texto, carta e ligação telefônica. As notas mais recentes encontradas no apartamento com pedidos de comida são de agosto de 2019.