Mulher negra irá estampar moeda de dólar pela primeira vez na história dos Estados Unidos

A poeta e ativista afro-americana Maya Angelou estará estampada no verso da moeda de 25 centavos de dólar, que são as mais utilizadas no país

Resumo da Notícia

  • Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, uma mulher negra irá estampar uma moeda de dólar americano;
  • A homenagem é fruto de um projeto de lei aprovado no fim de 2020, que tem como objetivo honrar a memória de mulheres ilustres;
  • Os primeiros exemplares devem entrar em circulação de uso diário em breve.

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, uma mulher negra irá estampar uma moeda de dólar americano. A poeta e ativista afro-americana Maya Angelou irá cunhar o verso da nova geração de moedas de 25 centavos de dólar, conhecidas como “quarters”, que são as mais utilizadas do país.

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Segundo informações fornecidas pelo G1, desde o início da circulação das quarters pelos Estados Unidos, a moeda de 25 centavos só foi cunhada duas vezes com versões alternativas: a série de 50 moedas representativas de cada estado, na década de 2000, e a série de parques nacionais, entre 2010 e 2021.

Verso da moeda de 25 centavos de dólar
Verso da moeda de 25 centavos de dólar (Foto: Departamento do Tesouro dos EUA/AFP)

Nesta segunda-feira, 10, uma nota publicada pela France Press Agency (AFP, na sigla em português) informou que os primeiros exemplares já foram cunhados pela Casa da Moeda americana e exibidos pelo Departamento do Tesouro e devem entrar em circulação de uso diário em breve nas cidades de Denver e Filadélfia.

Homenagem às mulheres

A homenagem é o resultado de um projeto de lei com autoria da política Barbara Lee, que criou o “Prominent American Women” (“mulheres americanas proeminentes”, em tradução livre), que irá honrar diversas mulheres ilustres como

  • Sally Ride, astronauta e física;
  • Wilma Mankiller, primeira nativa americana líder da Nação Cherokee;
  • Nina Otero-Warren, política e ativista latina;
  • Anna May Wong, atriz aclamada como a primeira estrela de ascendência asiática.

Maya Angelou dedicou boa parte de sua vida para demonstrar as condições das comunidades negras no sul do país, região onde nasceu e é historicamente marcada pela segregação racial. A ativista morreu em 2014, aos 86 anos