Mulher passa por aborto sozinha durante pandemia e desabafa: “Foi devastador”

Emma Kemsley foi aconselhada pelos médicos a interromper a gravidez após um exame de rotina que mostrava que o bebê não está mais de desenvolvendo. A inglesa precisou passar pelo procedimento sem a companhia do marido ou da família por conta das restrições

Resumo da Notícia

  • Uma mulher inglesa precisou passar pela interrupção da gravidez sozinha por causa das restrições da pandemia
  • Emma Kemsley foi aconselhada pelos médicos a realizar um aborto depois que os exames da viségima semana mostraram que dificimente o bebê sobreveviria ao parto
  • O marido, entretanto, não foi autorizado a acompanhar o procedimento e nem visitar a esposa na internação

Uma mulher inglesa precisou passar pela interrupção da gravidez sozinha por causa das restrições da pandemia. Emma Kemsley foi aconselhada pelos médicos a realizar um aborto depois que os exames da viségima semana mostraram que dificimente o bebê sobreveviria ao parto. O marido, entretanto, não foi autorizado a acompanhar o procedimento e nem visitar a esposa na internação. A história foi contada pelo casal à BBC.

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Emma e James fizeram fertilização in vitro (Foto: Reprodução / BBC)

Segundo Emma, a gestação era complicada por causa da sua endometriose, mas até a 18 semana “tudo ia bem”. Foram nos últimos exames que a equipe médica viu que a bexiga do bebê estava bloqueada; e que seus pulmões, rins e coração não estavam se desenvolvendo adequadamente. “Foi algo “devastador”, contou a mulher.

Após a consulta, deram para a inglesa o número de uma clínica de aborto, para onde ela foi imediatamente. Enquanto isso, James só sabia o que estava acontecendo pelo viva voz do celular “Fiquei completamente sozinha e meu marido James, no estacionamento. Tive que dar a notícia a ele (após exames, de que um aborto seria necessário) pelo telefone. James queria muito estar perto para me apoiar, mas foi forçado a ficar sentar no estacionamento novamente”, lembra Emma.”Era o bebê dele também, ele merecia estar lá.”

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Era a primeira gestação de Emma (Foto: Reprodução / BBC)

O marido de 37 anos disse que a notícia ainda era mais difícil pela gravidez ter sido totalmente planejada e o casal ter passado por uma fertilização in vitro. “Ninguém deveria ser obrigado a ouvir sobre a perda de seu filho pelo viva-voz. Eu deveria ter estado ao lado de minha esposa, apoiando-a em todas as partes do processo”, afirmou ele.

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