Mulher perde o marido e dois filhos no mesmo dia após troca de tiros

Maria do Carmo Paula lamentou o falecimento do marido e dos filhos. O caso aconteceu em Miracema, Tocantins

Resumo da Notícia

  • Mulher perdeu marido e dois filhos
  • O caso aconteceu após troca de tiros com a Polícia Militar
  • O 2º sargento da PM também não resistiu

Maria do Carmo Paula, de 62 anos, perdeu o marido e dois filhos em poucas horas após tiroteio que aconteceu em sua casa, após assassinato Anamon Rodrigues de Sousa, 2º sargento da Polícia Militar. O caso aconteceu na noite em que sete pessoas foram assassinadas na cidade de Miracema, no Tocantins.

-Publicidade-

O principal suspeito de ter tirado a vida do policial é Valbiano Marinho da Silva, de 39 anos, também morto na troca de tiros. De acordo com Maria, o filho foi atingido na porta de casa já algemado pela PM.

“O Valbiano a polícia matou ele na porta. Não entrou. Aí eles atiraram no Valbiano algemado. Mataram ele algemado! Aí minha menina deficiente falou, mataram meu irmão, e disseram entra para dentro, entra para dentro. E depressa tiram a algema”, disse ela.

Mulher perde o marido e os dois filhos no mesmo dia em troca de tiros
Mulher perde o marido e os dois filhos no mesmo dia em troca de tiros (Foto: Reprodução / TV Anhanguera)

Mais tarde, o marido Manoel Soares da Silva, de 67 anos, e o outro filho, Edson Marinho da Silva, de 37 anos, também foram atingidos e mortos em uma unidade da Polícia.

“Tomei um banho e, quando eu deitei, escutei um tiro seco na hora do jornal. Meu velho estava assitindo o jornal. Aí, meu filho, o outro lá, escutou e veio para ver o que que era. Aí quando ele foi passando foi a hora que os policiais atiraram. E pegou na coxa do Edson. Mas até aí eu não sabia que era a polícia. Aí liguei pra polícia para vim socorrer, aí enrolaram e não apareceu”, relembrou Maria do Carmo.

“As crianças viram? Viram. Era polícia demais. Deram tapa no Valbiano algemado. E ele foi até lá assim um pouco, uns dois metros e mandaram minha menina deficiente ‘entra para dentro entra para dentro’ que vai ter tiros, e aí ja escutaram os tiros. Tiros demais”, continuou.

“Só o que eu quero justiça. Porque levaram meu marido para depor às 3 horas da madrugada e ficaram com ele lá até 7 horas, mas não perguntaram nada. Ficaram esperando os outros chegarem para matar”, concluiu.