Mulher que faz bonecas para tratamento do filho também precisa de ajuda para pagar cirurgia da mãe

Em Goiânia, a artesã Márcia Pires que faz bonecas para pagar o tratamento de Esclerose Lateral Amiotrófica do filho de 29 anos, também trabalha atualmente para que a mãe realize uma cirurgia após sofrer fratura no ombro

Resumo da Notícia

  • Artesã, Márcia Pires, faz bonecas de pano para pagar tratamento do filho
  • O filho, Marcos Vinícius Pires, é portador de Esclerose Lateral Amiotrófica
  • A mãe de Márcia Pires, Sebastiana Pires Cabral, sofreu uma queda e precisa de cirurgia

Em Goiânia, Márcia Pires, artesã de 53 anos, confecciona bonecas para pagar o tratamento de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) do filho, Marcos Vinícius Pires, de 29 anos. Além dele, Márcia Pires tem outro filho, e também está cuidando da mãe, Sebastiana Pires Cabral, que sofreu uma queda aos 72 anos.

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A idosa caiu na própria casa e fraturou o ombro. Após o incidente, ela passou a ter dificuldade para andar e precisa de um banheiro adaptado e duas cadeiras específicas: uma de rodas e outra de banho, que facilite os processos de rotina. A família mora no Bairro Vila Mutirão, juntos.

Artesã produz bonecas para pagar o tratamento do filho e atualmente também precisa de renda para auxiliar os gastos da fratura do ombro da mãe
Artesã produz bonecas para pagar o tratamento do filho e atualmente também precisa de renda para auxiliar os gastos da fratura do ombro da mãe (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Sebastiana Pires é pensionista e a renda está sendo destinada compras de mercado e de medicamentos, e por isso não é suficiente para realizar a construção do novo cômodo, nem a compra dos objetos de transporte. Além disso, Marcos Vinícius Pires recebe um auxílio-doença, de um salário mínimo, que não supre os custos com remédios, produtos de higiene, água e energia, devido aos equipamentos, que dependem de energia elétrica, que ele utiliza.

As bonecas feitas por Márcia Pires não ultrapassam o valor de R$ 50. A artesã também vende porta sacolas e porta papel higiênico, e cada um custa R$ 25. Ela conta que a irmã tem ajudado nos cuidados com a mãe, porém trabalhar de forma presencial e mora distante do Bairro Vila Mutirão.