Mulher que se tornou bisavó aos 53 anos e mãe aos 14 fala sobre desafios da maternidade

Dileuza de Oliveira mora em Sumaré, interior de São Paulo e contou com exclusividade para a Pais&Filhos sua trajetória como mãe, avó e bisavó

Resumo da Notícia

  • Dileuza de Oliveira mora em Sumaré, interior de São Paulo
  • A mulher contou com exclusividade para a Pais&Filhos detalhes da própria trajetória na maternidade
  • Dileuza foi avó aos 32 anos e bisavó aos 53

Dileuza de Oliveira é bisavó aos 53 anos e contou, com exclusividade, para a Pais&Filhos sobre a própria trajetória e citou algumas dificuldades que passou na gravidez.

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Ela começou dizendo que foi mãe aos 14 anos, hoje tem 5 filhos, e na época morava com o ex-marido, após ter dois filhos com ele, infelizmente um deles faleceu com apenas 32 anos, há 3 anos. Em outro relacionamento a mãe engravidou, depois se casou e teve mais um bebê, que hoje tem 23 anos.

A neta de Dileuza, Fernanda, está grávida
A neta de Dileuza, Fernanda, está grávida (Foto: Arquivo pessoal)

Ao ser questionada sobre quais dificuldades havia enfrentado na época, Dileuza disse: “Ser mãe jovem não recomendo a ninguém, na época, há 38 anos, eu não sabia nem como a bebê ia nascer. Ninguém falava nada, não tinha TV e nem aprendia nas escolas, não fiz pré-natal, tive ela em casa de parto normal e quase morri. Não tive ajuda de minha mãe que estava longe. A pior fase foi deixar meus filhos e netos e vir cuidar de minha mãe, por isso não posso conviver com os netos menores porque não posso sair quando quero”.

Dileuza contou mais sobre os outros filhos que teve ao longo dos anos: “Tive o segundo, não tinha conhecimento de anticoncepcional. A terceira e a quarta foram descuidos, o mais novo já foi planejado. Minha vida seguiu. Eles cresceram com o pai, porque tive que deixar, ele era agressivo só que eu revidava, ele dizia ‘você pode ir mas as crianças ficam’.”

Dileuza ao lado do filho mais novo e da filha mais velha
Dileuza ao lado do filho mais novo e da filha mais velha (Foto: Arquivo pessoal)

A mulher também nos contou que a filha engravidou aos 14 anos, mas que hoje não gosta de imaginar como foi a vida dela, e dos outros filhos. “Quando soube que ela estava grávida fiquei preocupada, lógico. Logo nasceu uma menina, depois ela teve outros filhos eu sempre ajudei materialmente falando, porque morava longe e só via a cada 6 meses”, contou.

Com toda essa turbulência de acontecimentos perguntamos para ela qual era o lado bom de ser avó, e depois bisavó aos 53. “Ser avó aos 32 foi bom porque já tinha outra cabeça, e mais condições, hoje tenho 54 anos, tenho 12 netos e uma bisneta que vai fazer um ano, hoje ajudo minhas filhas a cuidar dos netos”.

A esquerda o neto Murilo, e a direita a neta Izabela
A esquerda o neto Murilo, e a direita a neta Izabela (Foto: Arquivo pessoal)

Dileuza está divorciada há 20 anos, e até pensou em conhecer alguém novo, mas se preocupa em prejudicar o relacionamento com os netos e os filhos. Para finalizar, a mãe, avó e bisavó abriu o coração sobre a família que construiu: “São os amores de minha vida, dou roupas, presentes, tenho bom relacionamento com os filhos e os netos graças a Deus, faço de tudo até levar na escola. A bisneta e outros dois netos sinto muito por estar longe e não poder curtir porque estou no interior cuidando de minha mãe idosa.”