“Não agrupem as crianças em uma única casa”, orienta infectologista

Com o número de contaminados por coronavírus aumentando a cada dia no Brasil, dentre as medidas de prevenção está o cancelamento das aulas escolares e com os filhos em casa é importante saber que tipo de comportamento evitar para proteger a sua família

Resumo da Notícia

  • Com o fechamento das escolas como medida de contenção da contaminação por coronavírus é preciso muito cuidado na organização da rotina com as crianças em casa
  • Infectologista orienta a não agrupar as crianças em um único lugar
  • Também é importante não levar os netos para a casa dos avós, porque eles fazem parte do grupo de risco do coronavírus
É preciso muito cuidado na organização da sua rotina em casa a partir de agora (Foto: Getty Images)

Após a confirmação da primeira morte por coronavírus no Brasil, a preocupação com a prevenção, principalmente em São Paulo que foi considerado o epicentro da doença, dobrou! Dentre as medidas tomadas pelo governo de vários estados brasileiros está o cancelamento das aulas e a recomendação que as empresas, que puderem, dispensem os funcionários para trabalharem de casa.

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De acordo com a infectologista do Hospital Sírio Libanês, Dra Maria Beatriz, é preciso muito cuidado na organização da sua rotina em casa a partir de agora. Porque não adianta deixar as crianças com os avós, porque os idosos fazem parte do grupo de risco – mais vulneráveis à infecção, e ela também alerta: “Não agrupem as crianças em um só lugar”.

Em entrevista para a Globo News, a especialista deixou claro que o isolamento das famílias é importante nesta fase de contenção da contaminação que estamos vivendo. A orientação é que você não junte as crianças da família em uma casa. “Não adianta cancelarem as aulas e os pais levarem todas as crianças para só um lugar”, reforça.

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“Não agrupem as crianças em um só lugar”, orienta infectologista (Foto: Getty Image)

A gente sabe o quanto é difícil manter as crianças entretidas em casa, principalmente se elas estiverem sozinhas. Separamos algumas dicas para você tirar essa fase de letra:

  • Explore a imaginação

As crianças que gostam de brincar de faz de conta são boas em se divertir, disse o Dr. Willard, Psy.D., psicólogo infantil em Boston e autor de Child’s Mind. “As crianças não serão capazes de jogar uma bola ou andar de bicicleta em todas as situações chatas, mas sempre terão sua imaginação“, diz ele. Experimente estes jogos para aproveitar a vida de fantasia de seu filho: da próxima vez que você tiver muitas tarefas a fazer, sugira que seu filho finja que ela é uma alienígena que está acompanhando você durante o dia para descobrir como são os terráqueos. Ou quando você estiver na fila do caixa no supermercado, peça para seu filho acreditar que ela é uma chef de TV comprando mantimentos para seu programa. Depois de algumas vezes, pare de fornecer o cenário e pergunte ao seu filho o que ele deveria fingir ser. “Com a prática, você pode chegar ao ponto em que ela se sente confortável olhando pela janela em uma longa viagem de carro, porque ela pode criar uma história elaborada”, diz o Dr. Willard.

  • Recompense-o  por brincar sozinho 

Na escola, seu filho tem mais ou menos 20 colegas possíveis. Em casa, ele pode estar sozinho – ou apenas com um irmão, fazer esse ajuste é difícil. Para resolver o problema, programe um tempo para seu filho se divertir sozinho – fazer um quebra-cabeça, construir um forte com peças de montar e ler livros ilustrados são ótimas atividades para crianças. Caso seu filho precise de um ponto de partida para aprender a se divertir sozinho, sugira-os, mas, caso contrário, deixe-o inventar algo por conta própria. 

Comece com apenas 15 ou 20 minutos de tempo sozinho e adicione mais cinco ou dez minutos por semana, trabalhando até uma hora. (Obviamente, você nunca deve deixar seu filho sem vigilância em qualquer lugar, pois pode haver um problema de segurança, como a cozinha ou a garagem.) Vale recompensá-lo por esse tempo sozinho,  quando o quebra-cabeça é concluído, por exemplo, faça algo que irá agradá-lo, como brincar um pouco com ele, ou até o presentear com refeições que ele goste. 

  • Pense fora da caixa de brinquedos 

Kathleen M. Reilly disse que, quando seu filho Patrick se sentia entediado, ela costumava dizer: “Olhe para esses tanto de brinquedo que você tem, por qu não brinca com algum deles?”. O problema é que os especialistas dizem que quando as crianças estão entediadas, um carrinho ou uma Barbie não os animam. “Eles desejam algo único para brincar”, disse Robert Epstein, Ph.D., psicólogo infantil em San Diego.

Certifique-se de que seu filho saiba que coisas domésticas comuns – um porta-toalhas de papel, uma caixa de papelão gigante, macarrão seco e outras massas divertidas, sacos de papel, botões extras de todas as cores e tamanhos – estão disponíveis, desde que ela pede sua permissão primeiro. Mas resista a empacotar os suprimentos em uma “caixa do tédio”, porque tira o senso de descoberta. “Suponha que seu filho tenha a ideia de fazer um fantoche de mão com materiais em toda a casa. Ela desenvolverá mais habilidades de resolução de problemas pesquisando de sala em sala para encontrar o que vai usar para os olhos do que abrir uma caixa e encontrar tudo o que ela precisa ali”, falou Epstein. 

  • Foque na criatividade 

Não há problema em sugerir uma solução para as crianças quando elas estão entediadas, especialmente se tiver passado pelo menos 10 ou 15 minutos e elas não tiverem conseguido criar algo por conta própria. Mas as distrações mais comuns – ligar um programa de TV, escolher um filme ou até mesmo entregar o celular – ensinam seu filho a esperar gratificação instantânea. Eles provavelmente manterão seu filho ocupado por um tempo, “Mas a longo prazo, essas correções tornarão seu filho menos tolerante com o tempo quieto, porque ele sentirá que sempre precisa responder a alguma coisa”, diz o Dr. Epstein. “Além disso, geralmente não há nada criativo neles.”

Como uma possível alternativa, Dr Cuneo sugere ter alguns projetos na manga para ocupar à criança em momentos que você também estiver sem criatividade. Um deles, por exemplo, é construírem juntos um jardim de flores, vegetais, temperos, etc. As crianças podem regar, arrancar ervas daninhas, semear, colher e até usar um caderno para desenhar – ou escrever, caso já saiba – o progresso das plantas. “Dentro da razão, deixe-os decidir o que plantar e onde fazer o jardim. Às vezes, dá certo e às vezes não, mas dar-lhes liberdade ajuda a promover o pensamento criativo”, diz o Dr. Cuneo.

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