Família

Negócio em família: o que acontece quando parentes viram sócios?

A psicóloga Regina Politi responde algumas dúvidas

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

Para ter sucesso em um empreendimento familiar, é preciso que todos estejam dispostos a cooperar (Foto: reprodução/Getty Images)

Quando as pessoas de uma mesma família criam um negócio em conjunto, deixam de ser apenas parentes. Essa alteração afeta a relação entre todos os envolvidos e é sobre isso que falaremos agora.

“A mudança não é fácil, requer forte treinamento individual e da equipe, para funcionar como ‘time’”, explica a psicóloga Regina Giacomelli Politi. Esse processo é importante para que os membros não confundam seus papeis no ambiente familiar e na empresa.

Além disso, é necessário estabelecer limites para que os conflitos de cada ambiente não sejam levados para o outro, assim como um certo equilíbrio psicológico para que não sejamos “engolidos” pelas nossas emoções.

O ser humano não é uma ciência exata, e a autora do livro Empresas Familiares e Famílias Empresárias: Governança e Planejamento Jurídico e Sucessório faz questão de enfatizar.

Por esse motivo, ela diz ser impossível estabelecer um único jeito certo de começar um negócio em família. Apenas vocês poderão identificar no decorrer do tempo e se ajustar da melhor forma.

Regina garante: “É um processo de crescimento, evolução pessoal e profissional” e continua: “Assim, nem todos estão dispostos a se submeter e investir”. E como qualquer sistema, se um integrante não “funciona”, todos os demais são afetados.

Nem todo desequilíbrio é uma ameaça para psicoterapeuta, mas parte do processo de mudança. “Quando a empresa está indo bem, a tendência é que todos se acomodem e isso é um verdadeiro perigo”, justifica.

Por isso, entenda essas crises como uma chance de se atualizar e buscar sempre mais. Introduzir novos modelos ajudará você a manter o sucesso do negócio. E uma Empresa Familiar que atravessa gerações e se perpetua por décadas, na visão de Regina, torna-se uma “Família Empresária”.

Não é fácil atingir esse nível, porque exige que todos estejam dispostos e empenhados, que saibam separar os papeis, os limites e a autonomia de cada um nesse universo.

Ao não confundir as esferas, a dinâmica relacional fica embasada no respeito, afeto e produtividade. E, para a psicóloga, isso gera muitos benefícios para todos os familiares: “As pessoas já se conhecem há anos, sabem administrar as divergências, sabem lidar entre si e respeitam os pontos fortes e fracos individuais”.

Essa união e propósito, segundo Regina, permite eternizar um Negócio de Família.

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