Família

“Nós queremos sair da lógica do cada um no seu quadrado e dividir os quadrados”, conta Magda Figueiredo

Ela e o marido escolheram viver e criar seu filho em uma casa compartilhada

Helena Fonseca

Helena Fonseca ,filha de Bethania e Paulo

Magda Figueiredo

(Foto: Arquivo Pessoal)

Estamos adorando conhecer tantas famílias por meio do projeto “Lá em casa é assim”, parceria da Pais&Filhos com Natura Mamãe e Bebê. A Magda Figueiredo contou para a gente como é o dia a dia da criação do filhos, Matias, em uma casa compartilhada. Você PRECISA conhecer!

“Eu conheci o projeto “Lá em casa é assim” porque eu sou blogueira (@maeatualoficial) e me identifiquei muito com a proposta e resolvi contar como é a minha família!

Lá em casa é Assim: moramos numa casa compartilhada. Você sabe o que é isso? Será que é como uma república? Amigos morando juntos? Pensão? Hostel? Nananinanão… Vou te explicar como é a nossa casa! Moramos numa casa enorme no Pacaembu (bairro nobre da cidade de São Paulo, há 15
minutos da famosa Avenida Paulista), que batizamos de Amorada Ahow.

Temos 10 quartos, quintalzão, co-working, rede, oficina, bicicletário, brinquedoteca, biblioteca, lavanderia compartilhada e muita área verde. Essa ideia de morar junto completará quatro anos em 2018, e nesse tempo 31 pessoas passaram por aqui e só saíram porque casaram, mudaram de país ou de cidade, ou por opção de querer viver outra experiência.

Hoje, moramos em oito adultos e uma criança, o Matias, meu filho, que é um nativo Ahow, nasceu aqui mesmo de parto humanizado no seu quarto – foram 36 horas de parto, em um acontecimento incrível. Ele é um dos queridinhos da casa, e a minha maior razão de viver e querer morar dessa forma pra sempre.

Matias morar em uma comunidade nitidamente faz diferença na vida dele. A faixa etária dos adultos é entre 29 e 59 anos e o Matias está agora com 2 anos e 9 meses, ou com quase 3, como ele gosta de falar. Temos também os nossos quartos de hóspedes, que neste momento estão ocupados com mais duas pessoas.

Trabalhamos com coisas diversas, mas no geral nossos empregos representam
muito dos nossos propósitos de vida, assim como a forma que escolhemos viver. Aqui moram professores de ioga, empreendedores de comida vegana, atrizes, atores, biólogos, geólogos, enfim muita diversidade de profissões.

Por curiosidade, o único casal da casa somos eu, Magda, e o Samuel, pai do Matias. A educação do meu filho acontece de forma comunitária, pois ele recebe amor e referências de pelo menos outras oito pessoas, e isso se reflete em várias situações, por exemplo, na alimentação. Eu não gosto muito de tofu, mas ele adora, pois aprendeu com a tia Bia e o tio Bruno.

E o que nos motiva a viver dessa forma? Geralmente, as pessoas optam por dividir moradia por questão de custos, mas nós, como uma comunidade, queremos compartilhar nossas vidas uns com os outros, construir formas
colaborativas de administrar uma casa (inclusive a parte financeira), aprender a nos tornar seres humanos melhores comunicando as nossas necessidades, entender e acolher verdadeiramente o outro, sair da lógica do cada um no seu quadrado e dividir os quadrados.

Além do desejo de construir uma família afetuosa e s