Nova vacina da gripe deve chegar no começo de 2022; veja como funciona

A vacina contra a nova variante do vírus influenza H3N2, a Darwin, deve chegar ao Brasil no início de 2022

Resumo da Notícia

  • Uma nova vacina contra a nova variante do vírus influenza H3N2 está sendo produzida
  • A vacina deve chegar ao Brasil no início de 2022
  • O diretor de produção do Instituto Butantan explicou ao G1 como irá funcionar

O Instituto Butantan, é o maior produtor de vacinas para a gripe do Hemisfério Sul, já iniciou a preparação dos bancos virais para atualizar o imunizante contra essa nova variante, que vem causando surtos no país. A vacina contra a nova variante do vírus influenza H3N2, a Darwin, deve chegar ao Brasil no início de 2022.

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O portal do G1 conversou com o diretor de produção do Instituto Butantan, que produz 80 milhões de doses de vacinas contra a gripe para atender o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Entidade recebeu selo de qualidade da OMS neste ano.

Ricardo das Neves, diretor de produção do Instituto Butantan, explicou ao G1 como funciona esse ciclo de produção, quais são as fases e falou também sobre quando as novas vacinas estarão disponíveis. Ele respondeu que a estimativa é de que a liberação deva ser feita na segunda quinzena de fevereiro, início de março de 2022. O Butantan está produzindo, no momento, a atualização da cepa B.

A nova vacina da gripe deve proteger contra a nova variante do vírus influenza H3N2
A nova vacina da gripe deve proteger contra a nova variante do vírus influenza H3N2 (Foto: Freepik)

O diretor do Butantan explica que a vacina produzida pelo instituto é a chamada trivalente, ou seja, abriga três cepas. “A composição é sempre um vírus H1N1, um vírus B e um vírus H3N2. Ao longo do tempo, esses vírus vão sofrendo mutações e, seguindo as orientações da OMS, a gente vai atualizando”

No entanto, ele alerta que a vacina trivalente, disponível no SUS, cobre muito bem o vírus influenza, pois mais de 90% dos casos de cepa B que circulam no país são da linhagem victoria. “A outra cepa tem uma relevância pequena para o próximo ano”. Ele também explicou porque devemos tomar a vacina contra a gripe todo ano.

As vacinas de influenza não criam memória a longo prazo, explicou o diretor de produção do Butantan. Além disso, todo ano há atualização de cepas. “A eficácia diminui quando tem uma mutação do vírus, mas ainda protege. As mutações são relevantes, mas os vírus continuam sendo parentes, como se fosse primos. A produção diminui, mas ainda existe”.