Nova variante do coronavírus demanda mais tempo de recuperação, de acordo com infectologista

Renato Kfouri disse que a nova cepa do novo coronavírus é mais transmissível e o corpo humano leva mais tempo para eliminar o vírus

Resumo da Notícia

  • Segundo infectologista, nova variante do coronavírus demanda mais tempo de recuperação
  • A nova cepa da Covid-19 está mais transmissível
  • Houve aumento da circulação do vírus, principalmente entre jovens

Renato Kfouri, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, disse em entrevista à CNN Brasil neste domingo, 21 de março, que a nova variante do coronavírus demanda mais tempo de recuperação. Segundo ele, o corpo humano leva mais tempo para eliminar a nova cepa, atrasando a cura do paciente.

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A nova variante do vírus é mais transmissível e demora mais a ser eliminado do corpo humano  (Foto: Unsplash)

O médico explicou que a mutação é mais transmissível porque o vírus tem a capacidade de ficar mais tempo no organismo e, assim, contaminando por um período mais longo. “Desde a cepa inglesa, e parece que com a brasileira também, o tempo de eliminação do vírus é maior. Ou seja, aquela pessoa que está com o vírus e está doente não transmite apenas um ou dois dias antes de apresentar sintomas e cinco dias depois de confirmar a infecção. Agora, ela começa a transmitir até quatro ou cinco dias antes de ter qualquer sintoma e, depois, continua transmitindo até por sete ou dez dias”, explica Renato durante o programa.

Devido à demora na eliminação do vírus, o organismo fica doente por mais tempo e a contaminação aumenta ainda mais entre a população. O infectologista disse que podem ter pessoas que nem sabem que estão doentes, mas que foram contaminadas por conta da maior circulação do vírus: “O tempo de excreção do vírus aumentou em tempo e, consequentemente, você tem muito mais vírus circulando por aí. Mesmo entre aqueles que não sabem nem que estão doentes”.

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Porcentagem de jovens contaminados pela Covid-19 está aumentando (Foto: Getty Images)

Apesar da doença estar afetando todas as idades, os jovens são os que estão se expondo mais ao vírus e isso está levando ao aumento de internações nessa faixa etária. Renato Kfouri declara que antes os adultos jovens compunham cerca de 22% do total de internações de casos graves e que não resistiram, hoje em dia a porcentagem está de 31%. Além da maior transmissibilidade, o infectologista também ressaltou que a taxa de letalidade entre os infectados pela nova variante é maior, estando entre 2,9% e 3%, e que são necessários mais recursos básicos para o atendimento de pacientes com a doença.