Novos hábitos, nova vida: a importância dos probióticos e da flora intestinal para a saúde da família

Ter uma flora intestinal equilibrada faz toda a diferença e é preciso cuidar desde cedo! Em uma conversa com especialistas, esclarecemos as principais dúvidas sobre o tema

Resumo da Notícia

  • A Pais&Filhos e Enterogermina se juntaram para trazer informações relevantes sobre a importância de cuidar da saúde gastrointestinal da família
  • Durante uma live, que aconteceu no dia 25 de junho, falamos sobre hábitos saudáveis para o equilíbrio da flora intestinal
  • As bactérias do bem, que vivem no intestino, ajuda na absorção de nutrientes na digestão

Em algum momento, você já deve ter ouvido falar que temos bactérias “do bem” e “do mal” no nosso intestino. Mas você sabe para que servem? Cerca de 70% das defesas do organismo estão no intestino e elas podem inibir a multiplicação das bactérias causadoras de doenças, além de serem fundamentais para a absorção de nutrientes na digestão.

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Na sexta-feira, 25 de junho, a Pais&Filhos e Enterogermina se juntaram para trazer informações relevantes sobre a importância de cuidar da saúde gastrointestinal da família desde cedo. Durante o bate-papo, que faz parte do projeto Novos Hábitos, Nova Vida, com apresentação de Andressa Simonini, filha de Branca Helena e Igor, os especialistas Dra. Maria do Carmo Friche Passos, gastroenterologista e pós-doutora na Universidade de Harvard, filha de Abelardo e Maria Madalena, e o Dr. Mauro Toporovski, pediatra e gastroenterologista que integra o departamento de Gastroenterologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria de São Paulo, pai de Roberta e Cláudia, tiraram as principais dúvidas sobre o assunto.

Desde cedo, é superimportante que a família tenha a preocupação por hábitos mais saudáveis. Os pais possuem um papel fundamental nessa tarefa, afinal, eles são espelhos para os filhos e criança segue exemplo! Nos primeiros 1000 dias, período que começa na gestação e termina nos dois anos de vida, é quando a flora intestinal, chamada tecnicamente de microbiota intestinal, do bebê está sendo formada e merece uma atenção especial.

Os probióticos fazem toda a diferença para a saúde da flora intestinal da família (Foto: Shutterstock)

“A microbiota depende da saúde materna, até antes da gravidez, na dieta que a mãe faz, no contexto daquele casal, que vai gerar uma criança. A partir daí, nascemos com uma microbiota mínima, que vai se desenvolvendo no decorrer dos primeiros anos, onde formamos um perfil de microbiota, como se fosse uma impressão digital. São nos primeiros anos em que é determinado o padrão de uma microbiota, por isso, temos vários fatores que vão estabelecer a nossa saúde para ela”, explica a Dra. Maria do Carmo.

De acordo com o Dr. Mauro Toporovski, ter hábitos saudáveis desde antes da gestação pode impactar positivamente no desenvolvimento do bebê. “Estimulamos algumas diretrizes que são importantes. Então, por exemplo, uma gestação bem controlada, um pré-natal bem feito, pouca ou não utilização de medicações, uma dieta balanceada e rica em fibras, podem modular um pouco a microbiota da mãe, propiciando um ambiente mais adequado. Ao nascimento, nós pediatras incentivamos muito o aleitamento materno, porque tudo impacta nesses primeiros dias para se ter o desenvolvimento de uma microbiota bem equilibrada”, comenta.

E esse processo não para por aí: o nosso intestino é tão importante que é considerado um segundo cérebro! “Existe toda uma justificativa para isso. Sabemos hoje que a nossa microbiota produz algumas substâncias que, inclusive, estimulam células do intestino e produzem a serotonina (o hormônio da felicidade). Ele é um neurotransmissor, então essa comunicação entre os dois cérebros é superinteressante”, comenta a médica.

Ter hábitos mais saudáveis também pode impactar em uma melhora da saúde física e mental: “Estamos observando que quando uma criança se coloca em uma situação melhor de bem-estar e vimos que no histórico dela agimos com pouca medicação, influenciando a dieta, observando hábitos de vida, sono e o brincar, podemos modular isso para que a microbiota seja estabilizada. Provavelmente, vamos ter mais chances de deixar uma situação em que a criança possa lidar com o estresse e situações do cotidiano. Então, entendemos que esse conjunto é uma parte que se integra dentro de uma linguagem nova, na qual ainda estamos aprendendo. Se essa criança tiver tendências para desenvolver alguma coisa, ela terá condições melhores ou não irá apresentá-las”, conclui o gastroenterologista.

Assista à live completa: 

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