“Nunca mais vi ele”, relata mãe que não sabia que filho seria adotado em Israel

Regina Lúcia da Silva teve o filho Doron arrancado de seus braços 3 dias após o nascimento, disseram para a mulher que no dia seguinte ela poderia vê-lo, porém ele nunca mais retornou

Resumo da Notícia

  • Uma mãe fez um relato emocionante sobre como o filho foi levado para Israel sem ela saber
  • Regina Lúcia da Silva engravidou aos 19 anos e mentiram para ela sobre o paradeiro do filho
  • Após 10 anos o reencontro finalmente aconteceu e os dois se conheceram

Uma mãe fez um relato emocionante para a Universa, da UOL, onde contou como teve o filho Doron, tirado de seus braços logo após o nascimento. A mulher contou em detalhes como conseguiu reencontrar o filho que havia ido viver em Israel sem ela saber de nada.

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Regina Lúcia da Silva começou contando que era prestadora de serviços e engravidou aos 19 anos do filho de sua patroa, que afirmou que o filho não era dele, e após ficar sabendo da gravidez, ela saiu dessa casa e voltou para a casa dos pais, porém eles recusaram ela e a criança.

Desesperada e sem saber o que fazer, a mulher recorreu à irmã que arrumou um emprego para ela em Recife, porém não avisou para ninguém sobre a gravidez. O tempo passou, e a barriga começou a aparecer, já era hora de contar para a atual chefe sobre a gestação. Foi então que a patroa encontrou alguém que ficaria com a criança, uma mulher chamada Regina.

A mãe reencontrou o filho em 2012 no "Domingão do Faustão"
A mãe reencontrou o filho em 2012 no “Domingão do Faustão” (Foto: Reprodução/TV Globo)

“Quando ela me levou para o hospital já tinha combinado com uma tal Regina, pessoa que ia cuidar dele. Eu não sabia nem para onde ele iria. O parto aconteceu, três dias depois tive alta e, quando saí, essa moça já estava esperando. Ela me disse: ‘Vou levar. No outro dia trago para ele mamar’. Mas nunca mais vi meu filho.”, contou a mãe.

Pediram para que a mãe assinasse um papel, porém não disseram sobre o que se tratava, no final Regina descobriu que era uma autorização para o filho viajar para fora, Israel. A mãe conseguiu anotar o telefone da mulher que levou seu filho, e após se mudar para São Paulo ela finalmente resolveu ligar.

“Ela então disse que eu mandasse uma foto minha para ela, que mandaria outra do bebê. Me senti muito mal. Não sabia se iria encontrá-lo de novo, é uma dor muito grande saber que seu filho está longe. Mandei uma foto para ela e recebi fotos dele. Ela me falava como o Doron estava. Mas um tempo depois essa mulher teve câncer, faleceu e eu perdi o contato com meu filho.”

Em 2012 o encontro dos dois finalmente aconteceu, Doron estava com 23 anos e o filho caçula de Regina, Jean, estava com 12. “Quando eu o vi senti que era ele, parecia todo comigo. Nós fizemos exame de DNA, que deu positivo, mas já sabia que ele era meu filho. A emoção naquela hora foi tão grande, que não sabia nem explicar. Parecia que não estava acontecendo comigo. Mas foi uma sensação muito boa.”, desabafou a mãe.

“Como mãe, nós sempre queremos o filho do lado, mas ele foi bem cuidado, teve bom estudo. Uma coisa boa e, ao mesmo tempo ruim, por causa do sofrimento. Mas deu tudo certo. A mãe adotiva cuidou dele superbem. Ele é estudado. Aqui teria sido bem mais difícil.”, relatou Regina.

Por fim, a mãe contou que tem planos de conhecer o país em que Doron cresceu. “Tenho planos de conhecer Israel, meus netos e lá ele pode traduzir a história vivida pela mãe dele. Ela não devia saber dos detalhes dessa adoção porque mandava informações sobre ele, com fotos. Doron significa ‘presente’ em hebraico, e é isso o que ele é para mim e a mãe adotiva. E agora estou maravilhada de ser avó dessas três crianças.”.