Nuvem de gafanhotos se aproxima do Brasil: veja o que aconteceu por onde eles passaram

Após serem vistos na fronteira com a Argentina, muita gente ficou preocupada com a situação e até mesmo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação chegou a emitir um alerta

Resumo da Notícia

  • A nuvem de gafanhotos foi vista na fronteira Brasil-Argentina
  • A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação emitiu um alerta
  • Saiba o que aconteceu nos países em que os insetos passaram
  • Veja qual é a recomendação para o momento
Os insetos podem destruir plantações inteiras (Foto: reprodução / vídeo G1)

Muita gente ficou preocupada com uma nuvem de gafanhotos, vista na fronteira entre Brasil e Argentina, na última terça-feira, 23 de junho. Apesar da presença dos insetos assustar, adiantamos que ela não é prejudicial diretamente ao ser humano, mas pode fazer um grande estrago em plantações, por exemplo.

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De acordo com informações do G1, o engenheiro agrônomo da Emater de Uruguaiana, Daniel da Costa Soares, explicou que a situação ainda é nova para os profissionais da área no país: “Ainda não temos muita certeza do que vai acontecer, se eles vão entrar aqui ou não, mas já estamos conversando com produtores sobre o assunto”. Até o momento, a orientação é de que haja um monitoramento constante das lavouras.

Os insetos, que já causaram pânico em diversos países, podem consumir em apenas um dia o equivalente a um pasto com 2 mil vacas ou ainda 350 mil pessoas! Na Argentina, por exemplo, a nuvem de gafanhotos foi vista em locais onde a condição climática é favorável, além de plantações de cana-de-açúcar e mandioca.

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Nuvem e gafanhotos na índia (Foto: reprodução / vídeo G1)

Ao redor do mundo, o problema também acontece. No final de 2019 e início de 2020, países do leste da África receberam o alerta. Os mais afetados foram o Quênia, Somália e Etiópia, onde os gafanhotos chegaram a comer plantações inteiras de milho e feijão.

A situação ainda considerada “uma ameaça”, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Os insetos também já passaram pelo sul da Ásia, como Índia e Paquistão. No México, em 2006, a situação não foi diferente, pois o país estava bastante preocupado por ter acabado de enfrenar o Furacão Wilma.

Nas Ilhas Canárias, na Espanha, chegou a ser registrado cerca de 100 milhões de insetos em novembro de 2004. A situação foi até mesmo considerada uma das mais graves da história naquele ano. Diversos fazendeiros falaram sobre a preocupação com a fome ao redor do mundo e fizeram o alerta de monitoramento das áreas.

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