O que a pandemia roubou de você? Essa é a pergunta que carrega uma infinidade de respostas

A pandemia foi sentida de forma diferente para cada pessoa. Mas uma coisa é certa: esse período gerou e ainda vem gerando um enorme impacto afetivo e comportamental nos pais. Fomos atrás de algumas respostas para essa pergunta

Resumo da Notícia

  • A pandemia gerou e ainda vem gerando um enorme impacto afetivo e comportamental nos pais
  • Como parte do projeto PaisDemia, queremos entender a dor, a angústia, a perda e o dano causados por essa fase, além de observar as mudanças de comportamento, as transformações e debater futuros possíveis para as famílias
  • A Pais&Filhos fez a pergunta "O que a pandemia roubou de você" nas redes sociais para ouvir histórias e as experiências das famílias

O que a pandemia roubou de você? Essa é uma pergunta que pode parecer simples, mas carrega uma infinidade de respostas. A pandemia foi sentida de forma diferente para cada pessoa. Mas uma coisa é certa: esse período gerou e ainda vem gerando um enorme impacto afetivo e comportamental nos pais.

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A pandemia gerou e ainda vem gerando um enorme impacto afetivo e comportamental nos pais (Foto: Pais&Filhos)

A Pais&Filhos fez essa pergunta nas redes sociais para ouvir histórias e as experiências das famílias. Entre as respostas, grande parte fala sobre as perdas de entes queridos da família, saúde mental, liberdade e estabilidade financeira. Como um sopro de esperança, algumas pessoas também relataram a proximidade e a conexão entre pais e filhos que a pandemia acabou trazendo. Veja alguns dos depoimentos que recebemos:

“Roubou 2 tios e minha mãe. Quando a gente perde a mãe, uma parte nossa se vai também.”
@patricia_octaviano

“Roubou minha sanidade mental. O resumo de uma mãe de dois bebês pequenos, sem rede de apoio!”
@prys_rodrigues

“Eu ainda não aprendi como que se sai de casa com filho. Meu menino nasceu em fev/2020, 1 mês antes de começar a fechar tudo.”
@ dantapias

“Graças a Deus não me roubou nada, mas me presenteou com um filho lindo. Meu terceiro amor.”
@espacotailacristina_makeup

“Meu pai…. Ser mãe é um dos “personagens” da minha vida, porque também sou filha e doeu demais perder meu pai, sem poder me despedir, sem poder segurar a mão dele quando ele mais precisou, e no período em que ele ficou internado, 30 dias, precisei deixar de ser mãe para ser filha. Sou filha única, tive que ter forças pra ajudar minha mãe, pra estar do lado dela, e a participação e colaboração do meu marido nesse momento foi muito importante, pois não pude dar tanta atenção a nossa filha. E após o falecimento do meu pai, que mesmo um ano depois ainda é traumático pra minha filha de 8 anos, ela percebeu o quanto somos frágeis, me pergunta pra onde o avô foi, o que é a morte e hoje tem muito medo que eu e o pai morram. Ela está fazendo terapia, eu idem, até pra saber lidar com ela nesse assunto tão delicado, e tento ter força e sabedoria pra explicar de uma forma que não cause danos futuros e que seja leve. Porém é bem desafiador.”
@beatrizbez

“O Tempo.”
@silvia_artefaceira

“Confiança, liberdade…amigos.”
@marciateixeiradelima

“Saúde mental.”
@barbaragananca

“Meu dinheiro.”
@ciliaoluciene

“Meu emprego.”
@santhoslucy.48

“Minha amiga, meu primo….e muitos outros conhecidos.”
aline.peres.359

A pandemia afetou diretamente a parentalidade (Foto: Getty Images)

“Meu pai , o grande avô dos meus filhos.”
@clinicadrmarcellogiovani

Minha vovó e minha saúde mental.”
@anapaulla1312

“Momentos que não voltam….como apresentações e festinhas do meu filho na escola. Aquela dança tão esperada no Dia das Mães… Enfim…”
@luapotapczuk

“A liberdade.”
@cristiane.sodre.35513

“Meu irmão.”
@jaqueline.batistag

“Minha amada mãe.”
@nandahta31

“A liberdade das minhas filhas, o contato com meus pais.”
@dalvelini

“A minha dinda. Pessoa surreal… Maravilhosa…”
@barbaratdocarmo

“A paz.”
@cheilacarreirosilva

“Energia, vitalidade. A parte boa é que pude acompanhar o crescimento do meu filho mais de perto.”
@katy.rachel78

“Meus tios, amigos e a tranquilidade de viver.”
@elishenriqueoficial

“Estabilidade financeira, emocional e saúde física da família. Acho que ninguém saiu ileso da pandemia. Aliás, ela não acabou ainda.”
@eline_lee

“Roubou meu pai e oito primos.”
@irisde.fatima.7

“Roubou minha mãezinha.”
@vivi_buenno

“Nossa, essa pergunta chega no fundo da minha alma. Perdi meu sustento, minha empresa que era minha paixão, meu sustento, onde eu custei para conquistar e vi ir embora entre meus dedos, sem conseguir segurar. Ainda não consegui superar.”
@batista_liege

“Meu sogro e os pais da minha amiga.”
@thiaramellyssa

“A pandemia não me roubou nada. Só me deu a oportunidade de conviver com meu filho quase 2 anos o dia todo. Desde que acabou minha licença maternidade nunca tive tanto tempo com ele.”
@fernandaauta

“O direito de ir e vir! Minha neta nasceu nos EUA e eu não pude estar lá. Fiquei on-line com ela por todos esses meses. Só agora poderei dar colo, abraçar e conhecer pessoalmente. Assisti o desenvolvimento dela por vídeos. Foi muito difícil.”
@zilvieiraa

“Roubou o meu casamento, e agora estou longe do meu bem mais precioso, minha princesinha Helena.”
@luizfernandosilva969

“Meu esposo, que morreu com covid-19.”
@martajva

“Levou meu pai, tia, amigos, tirou a escola dos meus filhos que deixaram de socializar, vão fazer outra vez o ano, porque não dá pra continuar sem ter aprendido…”
@boromilena

Algumas pessoas também relataram a proximidade e a conexão entre pais e filhos que a pandemia acabou trazendo (Foto: Unsplash)

“A minha motivação e o meu foco! Estava finalizando um curso e iria começar um estágio; fui interrompida com a chegada da pandemia e como o estágio era dentro de um hospital; o medo me persegue até hoje. Me roubou o pequeno espaço que tinha para descansar em casa; pois acabei virando professora do meu filho de 10 anos; o qual deu um trabalho enorme, pois não gostou das aulas online. Muito estresse, medo; choramos juntos e tive grandes crises de dores de cabeça. Por medo, hoje não consigo refazer minha vida profissional. Estou sem foco nenhum.”
@cristianebatista2017

“Estava separada há cerca de 7 meses quando começou….era autônoma, me vi presa em casa com 3 crianças sem escola ou creche pra ir… Perdi dois dos meus trabalhos e pra dar conta, passava o dia com eles, fazia as refeições e depois que os colocava na cama, trabalhava até às 4h ou 5h da manhã, onde meu único acalento era tomar algumas cervejas enquanto trabalhava (pra não desistir de tudo de uma vez). Resultado: estava tomando cerca de 10 latinhas por dia, todos dos dias e ganhei 22 quilos sem aumentar em nada a alimentação… Só com o excesso de carboidrato da cerveja…. Fui do manequim 36 ao 42, perdi TODO meu guarda roupa e auto estima. Mas, tudo nessa vida tem jeito!”
@taty.carrasco

A partir das respostas para essa pergunta, queremos entender a dor, a angústia, a perda e o dano causados por essa fase, além de observar as mudanças de comportamento, as transformações e debater futuros possíveis. Se quiser contar sua história pra gente e ver mais conteúdos, acesse o site do projeto PaisDemia. Vamos juntos nessa?