Óculos “falantes” é tendência para a educação e inclusão de deficientes visuais

A tecnologia, conhecida como chamada de Orcam MyEye, que chegou no Brasil, em 2018, pela empresa Mais Autonomia

Resumo da Notícia

  • Dispositivo tecnológico transforme texto em áudio, sem precisar de internet
  • A tecnologia é uma tendência para a educação e inclusão de deficientes visuais
  • O custo para importar uma unidade, fabricada em Israel, é de cerca de 14 mil reais

Diferente daqueles que fazem as pessoas enxergarem melhor, agora os óculos podem adicionar o poder de falar em voz alta aquilo que está sendo lido. Isso mesmo, isso é possível através de uma tecnologia, chamada de Orcam MyEye, que chegou no Brasil, em 2018, pela empresa Mais Autonomia. É um pequeno dispositivo, de apenas 22 gramas, que tem em média cinco centímetros e pode ser conectado a qualquer armação de óculos.

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Criado em Israel, em 2015, o produto é capaz de transformar textos – livro, cardárpio, folheto, bulas, etc – reconhecer rosto e identificar produtos, sem conexão com a internet. Em entrevista ao portal G1, o diretor Doron Sadka conta que conheceu esse tipo de tecnologia quando viajou para Israel e decidiu importá-lo com o sistema adaptado em três idiomas: português, inglês e espanhol.

O dispositivo é importado de Israel (Foto: Reprodução/Orcam MyEye — Foto: Marcelo Brandt/g1)

Como funciona?

Para utilizar é simples, a pessoa precisa apontar o dedo onde quer que se faça a leitura. Em seguida, o sensor óptico captura a imagem e através da inteligência artificial converte as informações instantaneamente em áudio por meio de um pequeno alto-falante localizado acima do ouvido.

Segundo o último censo do IBGE, no país existem mais 35,7 milhões de brasileiros com deficiência visual. Ainda engatinhando em terras brasileiras, a empresa Mais Autonomia informou ao portal G1 que estudantes e trabalhadores já tiveram contato com o dispositivo em 800 cidades. Ele explicou ainda que os alunos podem ficar com os óculos até encerrarem o curso da unidade de ensino, como o ensino fundamental e ensino médio — no caso das escolas municipais e estaduais — e o superior.

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Andressa Simonini, editora-executiva da Pais&Filhos está concorrendo ao Troféu Mulher Imprensa
Andressa Simonini, editora-executiva da Pais&Filhos está concorrendo ao Troféu Mulher Imprensa (Foto: Divulgação/Pais&Filhos)

Em São Paulo, além das instituições, há também 54 dispositivos espalhados por bibliotecas, como no Centro Cultural São Paulo e na Biblioteca Mario de Andrade. O custo para ser importado para o Brasil é de aproximadamente 14 mil reais por unidade, o que explica o motivo pelo qual ainda não é um produto usado em massa pela população.

Em maio deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), publicou um alerta sobre a falta de acesso às tecnologias assistivas.“Em Israel, o governo paga 50% da tecnologia porque tem o subsídio. França e Alemanha também. Aqui no Brasil não tem política de subsídio para tecnologia assistiva ainda. Talvez um dia possa ter. Então, comecei a entrar em contato com governadores, prefeitos e reitores de universidades para explicar como era o dispositivo”, afirma Doron Sadka ao G1.

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