Oi? Mãe é impedida de entrar em loja com bebê no canguru por estar “desrespeitando isolamento”

Ela fez um desabafo e contou que foi barrada na porta do estabelecimento por estar violando as regras do isolamento social. Um porta-voz da loja falou sobre a situação

Resumo da Notícia

  • Mãe é impedida de entrar em loja com bebê no canguru por estar "desrespeitando isolamento"
  • Ela contou que foi barrada na porta da loja
  • Um porta-voz da loja se pronunciou sobre o assunto
  • Veja o que aconteceu

Uma mãe foi proibída de entrar em uma loja por estar carregando o filho de três meses em um canguru. Os funcionários da loja disseram que ela não poderia entrar com o bebê daquela forma pois a ação quebrava a política de distanciamento social da loja. Em uma entrevista ao jornal norte-americano Notthingam Post, Kat Bailey, de 35 anos, contou que ficou “pasma” depois que tudo aconteceu.

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Ela ficou chocada com a situação (Foto: Getty Images)

A instrutora fitness contou que não conseguia acreditar que carregar a própria fillha em um canguru poderia violar uma política como essa. Ela contou que tinha ido até a loja para comprar produtos de limpezas para garantir a segurança da academia onde trabalha contra a Covid-19. Como não tinha com quem deixar a filha, acabou levando a bebê junto para fazer as compras.

“Em março quando estava com meu filho de três anos eles recusaram minha entrada pelo isolamento social. Na época, eles ainda me falaram ‘seria diferente se seu filho estivesse amarrado a você'”, relembrou ela. Ela disse que, na época, acabou resolvendo de outra forma e não entrou com o filho mais velho na loja. Recentemente, no entanto, as academias voltaram a serem liberadas onde ela mora e, por isso, decidiu fazer outra limpeza profunda na academia. Então, ela foi à loja novamente.

“Mas eles me pararam na porta novamente e disseram ‘você não pode entrar com um bebê.’ Eu fiquei pasma. Ela está literalmente amarrada em mim. Pedi para falar com o gerente e fui enganada e eles repetiram a mesma linha de novo ‘que era política da empresa'”, completou. Agora, ela está pedindo que a empresa use o bom senso e compreenda que nem todos os pais tem com quem deixar os filhos para ir às compras.

“Eu senti que era discriminação contra pais solteiros, pais sem creche ou que não podem pagar. Muitas pessoas perderam o emprego. Não tivemos lucro este ano e não posso dar ao luxo de colocá-la na creche. Eu só estava tentando administrar meu negócio e alimentar minha família e eles foram cruéis. Estes são tempos incertos, mas use o bom senso. Os bebês são dependentes e precisam de alguém para cuidar deles o tempo todo. Não posso deixá-los no carro ou sair sem ela”, pediu a mãe.

O jornal estadunidense foi atrás da loja em questão para ouvir a posição deles. “A situação atual significa que implementamos algumas mudanças em nossas lojas. Estamos abertos apenas para clientes comerciais e não para o público em geral. Devido à natureza do nosso ambiente de compras e ao número de clientes que temos, atualmente não é permitida a entrada de menores de 16 anos na loja e também pedimos que apenas duas pessoas comprem por cartão de cliente. Também estamos limitando o número de clientes em nossas filiais a qualquer momento”, disse ele.

“Estas são algumas das medidas que introduzimos para garantir que operamos com o ‘distanciamento social’, que é tão crucial para manter a saúde, o bem-estar e a segurança dos nossos colegas e clientes no ambiente desafiante em que todos trabalhamos. Lamentamos saber dessas preocupações; estamos simplesmente tentando manter todos seguros e bem, ao mesmo tempo que apoiamos as centenas de milhares de empresas independentes que atendemos todas as semanas, que atendem às comunidades locais”, completou.