Pai de menina que denunciou agressões à mãe em prova é preso

Uma prova de uma menina de apenas 13 anos de idade viralizou nas últimas semanas. Isso porque, nela, a aluna aproveitou para denunciar o pai por bater na mãe. O homem de 43 anos de idade foi preso

Resumo da Notícia

  • Uma menina de apenas 13 anos de idade denunciou o pai por violência doméstica
  • Para isso, ela fez um apelo em uma prova da escola
  • Agora, o homem de 43 anos foi preso

O pai da menina que usou uma prova na escola para denunciá-lo por agressões à mãe foi preso preventivamente neste sábado, 4 de dezembro em Vale do Anari, Rondônia. Por lá, suspeito é agricultor e possui 43 anos de idade. Os nomes das vítimas e dos suspeitos não foram divulgados.

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A menina usou a prova para pedir socorro
A menina usou a prova para pedir socorro (Foto: Getty Image)

De acordo com o delegado responsável pelo caso, André Kondageski, ao portal Universa, ele deve ser indiciado por lesão corporal e violência psicológica em ambiente doméstico e abandono de incapaz. Sobre isso, o delegado ainda completa, “Agora, o inquérito deverá ser concluído em 10 dias e encaminhado ao Ministério Público”.

Entenda o caso

Uma criança de 13 anos usou uma prova escolar para pedir ajuda à mãe que sofre de violência doméstica. Ele afirmou que o pai agride a mãe em casa e que precisava acionar a polícia. O caso aconteceu no Vale do Anari, interior de Rondônia.

“Por favor me ajuda. Meu pai bate na minha mãe. Chama pra mim a polícia”, escreveu ele no fim da folha, seguido do endereço em que a família mora.

Menino pede socorro em prova da escola
Menino pede socorro em prova da escola (Foto: Reprodução/ Instagram)

A polícia foi até o local e descobriu que o pai também batia na criança e os outros três filhos de 13, 14 e 16 anos. Além da agressão física, também havia a pressão psicológica colocada em toda a família, e por esse motivo, nunca haviam feito a denúncia.

O governo do estado resgatou a família, encaminhando os filhos para um abrigo e deixando a mãe também sob proteção, enquanto aguardam o julgamento da justiça em relação ao agressor.