Pai, mãe e filha não resistem a Covid-19: “Nossa família nunca mais será a mesma”

Dos quatro óbitos registrados na cidade, três foram de integrantes de uma mesma família. Os parentes da aposentada Ana Pires da Silva, de 72 anos, morreram em um intervalo de apenas três dias

Resumo da Notícia

  • O caso ocorreu em São Francisco (SP)
  • Dos quatro óbitos registrados na cidade, três foram de integrantes de uma mesma família
  • Os parentes da aposentada Ana Pires da Silva, de 72 anos, morreram em um intervalo de apenas três dias

O novo coronavírus causou mais uma tragédia, dessa vez em São Francisco (SP). Dos quatro óbitos registrados na cidade, três foram de integrantes de uma mesma família. Os parentes da aposentada Ana Pires da Silva, de 72 anos, morreram em um intervalo de apenas três dias.

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A família morreu no intervalo de três dias (Foto: Getty Images)

A vida de Ana Pires da Silva, 72 anos, mudou tragicamente, após ter que enterrar três parentes em dias seguidos por causa do vírus. Ela perdeu o irmão Antônio Pires da Silva, de 81 anos, a cunhada Ana Angélica Ramos, de 78 anos, e a sobrinha Antonia Angélica Faez, de 58 anos.

A aposentada acredita que a sobrinha tenha sido a primeira a contrair o vírus, no mês de julho. “Foi a maior tragédia da nossa família, nunca mais será a mesma. Foi uma tragédia que não iremos esquecer. É uma doença que destrói a família. Se contaminar pode levar vários da sua família”, afirma a aposentada em entrevista ao G1.

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Após serem diagnosticados com a doença, os familiares começaram o tratamento em casa. No entanto, os sintomas se agravaram e os três foram encaminhados para a Santa Casa de Jales (SP), onde permaneceram 30 dias na Unidade de Síndrome Gripal, UTI e entubação. “Foi uma tortura, um pesadelo que durou 30 dias. Da primeira internação até o último que morreu foram 30 dias, os piores da minha família. Por pouco foram quatro mortes, porque minha outra sobrinha também ficou muito mal, ficou isolada e não pode cuidar dos pais”, afirma.

O primeiro óbito foi o de Ana Angélica, no dia 20 de agosto. No dia seguinte, Toinha também veio a óbito e, no dia 22, Antônio faleceu, também em decorrência da Covid-19. “Não imaginávamos passar por momentos tão tristes e dolorosos. A gente nunca acredita que vai acontecer com a gente, até acontecer. O importante é ter fé para continuar a vida, mesmo sem eles”, afirma.

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