Família

“Pai não tem que participar apenas, mas sim ser protagonista junto com a mãe”

O Rafael Brais cumpre todas as obrigações e vive cada momento com as filhas, Linda e Olívia

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

O Rafael Brais participou do projeto Lá em Casa é Assim”, parceria da Pais&Filhos com a Natura Mamãe e Bebê, e nos contou que, para ele, pai não tem quer participar apenas, mas sim ser protagonista junto com a mãe. Ele cumpre todas as obrigações e vive cada momento com as filhas, Linda e Olívia. Conheça essa linda família!

“Sou do interior de São Paulo, de Cruzeiro, e, depois de morar em algumas cidades da região, vim para Brasília em 2005. Na época, só conhecia minha namorada aqui na capital. Em 2007, a Linda nasceu. Eu sempre tive um lado mais “maternal”, talvez aflorado depois da morte da minha mãe em 1994, quando eu tinha 15 anos. Com mais três irmãos homens, assumi algumas funções de cuidar e zelar por eles, juntamente com meu pai. Linda era o nome da minha mãe e, para homenageá-la, dei o mesmo nome para minha primeira filha. Enfim, sempre quis ser pai. E foi muito desafiador e enriquecedor participar de tudo. Acordava todos as vezes que ela chorava quando bebê e corria pra pegar água quando a mãe amamentava (dá uma sede danada, né?).

Em 2013, nasceu a Olívia. Uma espoleta. Contrastando com a calma da Linda. Um amor duplicado. Dia desses escrevi que o amor com as filhas é igual a slime, ele estica de acordo com nossa vontade. Eu sempre fui presente, levo na escola, vou a reuniões, exames, etc. Realmente não acho nada mais do que a obrigação para um pai. É um prazer incrível viver cada momento com elas. Em 2017, me separei e foi um dos períodos mais difíceis da minha vida. Então, passei a ficar uma semana inteira com elas e a mãe delas com a semana seguinte. Desde então, as definições de cuidado com as filhas foram atualizadas.

Na minha semana, tenho a ajuda da babá em meio período. Fundamental. Minha rotina é passar uma parte da manhã com elas, brincar rapidamente antes de ir pro trabalho. Levo as duas para o colégio, onde passo um tempo brincando com Olívia e seus amiguinhos, e volto para o trabalho. Olha, morar perto da escola e do trabalho é espetacular. (Mesmo na semana da mãe, levo as duas pra escola quase todos os dias para poder estar perto delas). Ao final do dia, busco as duas. Chego em casa, dou banho, faço o jantar, cobro as tarefas delas. Falamos sobre o dia e brincamos de coisas mais comportadas (fazer slime de noite está proibido!). E, depois da vitamina da noite, coloco as duas na cama. Antes de dormirem, conversamos, rezamos e cada uma faz sua prece. “Que Papai do Céu me ajude a não fazer feiura”, costuma orar a Olívia.

Ser pai é um estado de espírito, uma dádiva. Quando me tornei pai, tive a sensação do tipo “cara, é isso que eu queria ser e sentir”. Conheci o amor verdadeiro. É muito trabalho, uma dedicação integral, incluindo várias broncas e sermões. Você muda toda sua rotina por elas. Suas prioridades ficam absolutamente óbvias. Final de semana com elas, deixo tudo (futebol, inclusive) de lado pela diversão da família. É cansativo, mas, com absoluta certeza, a mais nobre das missões. O @opapaidelas surgiu para falar um pouco disso e também para externar essa alegria de poder viver momentos tão especiais. Acho que tenho cumprido bem meu papel. Espero que Linda e Olívia pensem assim também. Pai não tem que par