Pai não vacinado perde guarda dos filhos e mãe ganha direito de vacinar crianças

O caso aconteceu em New Brunswick, no Canadá e uma das crianças possui problemas de saúde e corre o risco de pegar o vírus

Resumo da Notícia

  • Um pai perdeu a guarda dos filhos
  • O homem que não foi vacinado não queria vacinar os filhos
  • A mãe além da guarda ganhou o direito de vacinar as crianças

A vacinação infantil contra a covid-19 tem criado um grande debate entre os pais. Um casal que mora em New Brunswick, no Canadá entrou na justiça após o pai se recusar a vacinar os 3 filhos contra o vírus, a mãe ganhou a guarda das crianças e o direito de imunizar eles.

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Segundo informações da CBC News, os pais estão separados desde 2019 — que na decisão judicial de 26 páginas são identificados apenas pelas suas iniciais — compartilhavam a guarda dos três filhos. Em 2021, no entanto, a mãe entrou com um pedido no tribunal para mudar o acordo de custódia, pois o pai das crianças e a nova esposa dele se recusaram a ser vacinados contra o coronavírus.

O pai não queria vacina os filhos
O pai não queria vacina os filhos (Foto: Getty Images)

A mãe também argumentou que a filha do meio do ex-casal — uma menina de 10 anos, que tem a saúde imunocomprometida em razão de um tratamento contínuo que recebe para tumores não cancerosos em seus vasos sanguíneos — precisava ser protegida. De acordo com a CBC News, a juíza Nathalie Godbout afirmou ter tomado a decisão com o “coração pesado”, mas que isso era necessário para a saúde das crianças em meio à pandemia e aos recentes impactos da variante ômicron.

Enquanto aguardava a audiência, o pai também se recusou a consentir que as crianças fossem vacinadas quando elas se tornaram elegíveis a receber o imunizante — o que no Canadá aconteceu em novembro de 2021. A juíza, porém, determinou que a mãe poderia vacinar os filhos mesmo sem a autorização do pai.

Segundo a decisão, o pai apenas terá direito a “visitas” virtuais com os filhos, via chamadas de vídeo ou conversas por telefone, mas sem contato pessoal. “Como os pais que estão cuidando [da criança] 50% do tempo, em locais próximos, sem o uso de máscaras e não vacinados, eles estão bem posicionados para transmitir o vírus para [o filho] caso contraiam, apesar de seus melhores esforços”, destacou a juíza. Se o pai for vacinado, ele poderá voltar ao tribunal com um pedido para alterar a decisão e recuperar a guarda dos filhos.