Pai que tentou salvar vida da filha é morto por genro em Cuiabá

Junior dos Santos Igesca matou a ex-mulher e o sogro com facadas

Resumo da Notícia

  • Junior dos Santos Igesca foi preso por matar a ex-mulher e ferir o pai dela
  • Aparecido José da Silva não resistiu as facadas e acabou falecendo no hospital
  • O pai alegou tentar defender a filha durante o ataque do ex-genro mas acabou sendo ferido

O autônomo Junior dos Santos Igesca teve prisão preventiva decretada ontem no final do dia, por assassinar a ex-mulher e o sogro com facadas em Várzea Grande, Mato Grosso. Segundo a polícia, ele confessou o crime após ficar em silêncio no primeiro depoimento.

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Franciele Robert da Silva, de 31 anos, morreu no domingo (5). Já o pai, Aparecido José da Silva, de 68, não resistiu aos ferimentos e, apesar de ter sido hospitalizado, morreu ontem. Aparecido ficou internado em estado grave em um Hospital de Cuiabá. Ele foi atingido com uma facada no pescoço e também no umbigo.

De acordo com a Polícia Militar, por volta das 18h eles foram acionados e quando chegaram no local Aparecido estava ensanguentado na porta de casa, e disse que tentou salvar a filha do ex-genro, mas acabou esfaqueado. Franciele havia terminado o relacionamento com Junior há dois meses, mas ele não aceitou e partiu para a agressão.

Junior matou a ex-mulher que era técnica de enfermagem com facadas
Junior matou a ex-mulher que era técnica de enfermagem com facadas (Foto: Reprodução/Facebook)

O juiz do caso afirmou na decisão que Júnior era frio e perigoso. A sentença foi proferida por Luis Augusto Veras Gadelha, da Vara da Violência Doméstica Contra a Mulher. Ele afirmou que “a gravidade dos fatos imputados ao indiciado é patente e a conversão do flagrante em prisão preventiva é o único caminho a ser, por ora, trilhado por este Juízo. Nesse sentido, observo que a forma como foram praticados os crimes revelam a extrema periculosidade e frieza do indiciado”, disse Gadelha, na decisão.

O suspeito preferiu ficar em silêncio, mas confessou na audiência ter matado a ex-mulher e ferido o pai dela. A autoria do crime foi enfatizada durante a decisão do juiz. “Há, sem dúvida, prova da materialidade e indícios suficientes da autoria do crime, já que o indiciado, sem adentrar ao mérito, confirmou hoje em audiência que tentou matar o sogro Aparecido José da Silva e tirou a vida da sua ex-companheira Franciele Robert da Silva”, alegou o juiz.

E finalizou dizendo: “Deve o indiciado, portanto, permanecer preso durante a conclusão do inquérito policial e eventual instrução criminal para garantia da ordem pública em razão da gravidade em concreto da sua conduta”. O delegado responsável pelo caso, Olímpio da Cunha Fernandes Junior, disse que aguarda ainda a documentação da morte do pai da técnica de enfermagem para mudar a autuação do suspeito.