Pai solo adota dois meninos depois de esperar mais de 5 anos na fila da adoção

Anderson Santos, pai de Anthony Gabriel e Alan Miguel, contou a história de cada adoção em entrevista

Resumo da Notícia

  • Pai adotou dois meninos depois de esperar 5 anos na fila da adoção
  • Ele resolveu criar as crianças sozinhas
  • Anderson contou sobre o processo em entrevista

O professor Anderson Santos, pai de Anthony Gabriel e Alan Miguel, definiu o que é adotar em poucas palavras. Segundo ele, adotar: “é uma forma de amor, de cuidado, de carinho, de querer bem”. Sendo pai solo de dois meninos, ele chegou a passar mais de 5 anos na fila de espera da adoção para ganhar o primeiro filho.

-Publicidade-

O morador de Caruaru, no município de Pernambuco, contou um pouco do processo de adoção: “Eu fiz toda a habilitação no fórum. Na época, eu procurei a Vara da Infância e Juventude, coloquei meu nome lá e fiz todo o processo, tudo direitinho”, disse ele ao G1.

O pai ainda comentou sobre a espera que enfrentou: “Eu fiquei na fila de espera por cinco anos e meio. Anthony veio para mim com 11 meses. Eu fiquei na fila de espera por mais um. E aí veio Alan Miguel, depois de 2 anos e meio, com muitos problemas de saúde, mas eu o adotei com muito carinho. Ele tinha 10 meses”.

Pai adota dois meninos para cuidar sozinho
Pai adota dois meninos para cuidar sozinho (Foto: Reprodução/G1)

Segundo o professor, a família dele já estava acostumada a receber e ajudar criar os filhos de outras pessoas, o que motivou Anderson a querer adotar: “Quando eu era mais jovem, surgiu um pequeno desejo [de adotar]. Não uma coisa muito grande. Uma vez, visitando uma casa de acolhimento, em outro município, despertou em mim a vontade de querer adotar”.

Anderson adotou duas crianças e é um pai solo, mas os dois meninos contam com ajuda da avó, morando juntos na casa. Ele ainda comentou sobre os preconceitos da adoção: “nós, cristãos, devemos nos inspirar na figura de São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. Esse tabu criado em torno da adoção é um preconceito, não é aceitável. […] Quero aqui destacar que eu sou muito feliz e faria tudo outra vez, se fosse possível”.

Ele completou: “Eu fui um menino que foi criado só pela figura da mãe. Meu pai nos abandonou. Então, todo o amor que eu tinha para com o meu pai, eu depositei nos meus filhos. Eu sou outro, deixei de só pensar em mim, penso em duas vidas que dependem de mim. Amo mais, trabalho com mais alegria, amadureci mais, tenho mais responsabilidade, não sou mais sozinho. Anderson agora é família, é pai”.