Família

Páscoa: não seja enganada na hora de comprar bacalhau

Antes de fazer um almoço especial para sua família, confira nossas dicas!

Aline Oliveira

Aline Oliveira

Bacalhau

Já é tradição: almoço na sexta-feira santa precisa ter bacalhau. Mas como não temos tanto costume em comprar esse peixe, ficamos suscetíveis às possíveis enganações de lojistas. Conversamos com Juliana Dias, técnica e representante da Proteste, filha da Marcia e do Waldir, para esclarecer algumas dúvidas. Confira:

O que levar em conta na hora de comprar bacalhau?
– Repare se o peixe está bem escovado: sua aparência deve ser limpa e sem manchas escuras. Manchas pretas ou marrons podem ser resíduos do peixe como sangue ou bílis. É sinal de que ele não foi bem trabalhado.
– Confira se ele está bem sequinho. Para isso, segure firmemente o bacalhau pela “cabeça” e solte a cauda. Se ele ficar reto, ou quase reto, é sinal de que está bem curado. Do contrário, se ele dobrar, está mal curado e úmido.
– Fique atento à presença de bolor, causado pelo excesso de umidade ou calor excessivo.
– Procure defeitos perceptíveis: fendas profundas, aspecto pegajoso ou cozido, coágulos e manchas de sangue.
– Não compre: caso o bacalhau apresente manchas vermelhas ou pó fino cinzento, branco ou amarelo. É sinal de armazenagem incorreta.

Quais são os tipos de peixe salgado mais comuns?
Segundo a legislação brasileira, o bacalhau só pode ser produzido com três espécies de peixe: Gadus mohrua (este é o verdadeiro bacalhau do Porto); Gadus macrocephalus (bacalhau do Pacífico)e Gadus ogac (bacalhau da Groelândia). As demais espécies (Ling; Zarbo e Saithe) tratam-se apenas de peixe salgado e por isso, não podem ser expostos e vendidos como bacalhau. Nesse caso, devem ser comercializados como peixe salgado seco “tipo bacalhau”. Vale lembrar que, nossa legislação, obriga ainda as indústrias a informar, na rotulagem dos produtos, o nome científico das espécies da família de peixes utilizados para produtos salgados.

Como se precaver para não ser “enganado” por lojistas?
Além de ficar atento a rotulagem, existem algumas outras dicas que podem ajudar o consumidor a identificar o verdadeiro bacalhau. São elas:
– A forma do peixe: o legítimo bacalhau é largo e permite corte em lombos.
– O rabo do peixe: deve ser quase reto ou ligeiramente curvado para dentro e de cor uniforme. Se tiver uma espécie de “bordado” branco na extremidade, não é o legítimo.
– A Cor do peixe: o bacalhau de verdade é cor palha. Fuja dos branquinhos, esses são falsos.
– A pele do peixe: no verdadeiro bacalhau a pele solta com facilidade.

Se o consumidor se sentir lesado, quais providências tomar?
Poderá entrar em contato com os órgãos fiscalizadores, como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para denunciar ou ainda, poderá procurar o estabelecimento onde adquiriu o produto para solicitar a troca ou o ressarcimento do valor pago. Caso o estabelecimento não tenha mais o produto comprado, é possível que seja oferecido um produto similar, ficando à escolha do consumidor aceitar essa troca. Caso esse produto similar seja mais barato o estabelecimento terá que devolver a diferença. Caso o consumidor não aceite outro produto similar deverá o estabelecimento devolver integralmente o valor gasto. Caso nenhuma dessas opções seja ofertada, sugerimos o contato com nosso Serviço de Defesa do Consumidor, por meio do canal Reclame ou pelos telefones 0800-282-2204 (de telefone fixo) ou (21) 3906-3900 (de celular).

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